Todo remédio, toda vacina, todo teste rápido que hoje chega gratuitamente pelo SUS até quem tem hanseníase, Chagas ou esquistossomose começou do mesmo jeito: como uma linha de financiamento de pesquisa, aprovada ou negada num edital, ano após ano. O MNDN já mostrou, na Síntese das 10 Cartas, que o financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas caiu 73% entre 2019 e 2020. Esta reportagem vai atrás da série histórica completa por trás desse número 16 anos de dados oficiais que mostram não uma queda isolada, mas um padrão: dinheiro escasso, mal distribuído entre as doenças, e refém de qual partido governa no ano seguinte.
De onde vêm os números: o estudo que virou referência
A fonte central desta reportagem é um estudo publicado em março de 2023 na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, assinado por pesquisadoras e pesquisadores da Universidade de Brasília e do Ministério da Saúde. A equipe vasculhou o repositório oficial Pesquisa Saúde, mantido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde, e catalogou 1.158 estudos financiados entre 2004 e 2020 sobre 14 doenças tropicais negligenciadas presentes no Brasil, da dengue à hanseníase, da tuberculose à esquistossomose.
- US$ 230,9 milhões investidos ao todo entre 2004 e 2020, em valores corrigidos pela paridade do poder de compra (PPP$, ano-base 2021);
- 1.158 estudos financiados em 16 anos uma média de pouco mais de 72 pesquisas por ano em um país continental com mais de 20 doenças negligenciadas ativas;
- Tendência estatisticamente estacionária: variação percentual anual de -5,7% (intervalo de confiança de 95%: -54,0% a 45,0%) ou seja, no melhor cenário, o financiamento não cresceu de forma consistente em quase duas décadas;
- 2008 foi o ano de maior investimento: US$ 41,7 milhões PPP, quase um quinto (18,1%) de tudo que foi gasto no período inteiro;
- 2006 foi o ano com mais estudos financiados: 167 pesquisas, 14,4% do total da série histórica.
O estudo analisou dados públicos e oficiais do Decit/Ministério da Saúde, cruzando ano de financiamento, gestão federal, tipo de doença, valor investido, fonte pagadora e tipo de pesquisa (biomédica, clínica, em serviços de saúde ou em saúde pública/populacional). Os valores foram corrigidos pelo IPCA do IBGE e convertidos para dólares de paridade do poder de compra, metodologia recomendada pelo Banco Mundial para comparações internacionais.
Os autores usaram regressão linear generalizada de Prais-Winsten para testar a tendência temporal do financiamento, e dividiram o período em seis gestões federais para medir o efeito de trocas de governo sobre o orçamento de pesquisa metodologia que permite afirmar, com rigor estatístico, que mudanças de gestão federal influenciaram significativamente o volume de recursos liberados (p < 0,05).
Fonte: Melo, G.B.T. et al. “Evolution of research funding for neglected tropical diseases in Brazil, 2004–2020”. PLOS Neglected Tropical Diseases, 17(3): e0011134, mar. 2023.
Para onde foi o dinheiro: biomedicina engoliu 82% dos recursos
Quando o financiamento existe, ele se concentra quase todo em um único tipo de pesquisa. Dos US$ 230,9 milhões investidos entre 2004 e 2020, 81,6% foram para pesquisa biomédica básica estudos de laboratório sobre mecanismos da doença, novos diagnósticos e tratamentos. Pesquisa clínica, que envolve pacientes diretamente, ficou com 11,3%. Pesquisa em saúde pública e populacional recebeu apenas 5,0%, e pesquisa sobre os próprios serviços de saúde a que avalia se o SUS está de fato entregando o que promete ficou com meros 2,1% do total.
Isso significa que quase todo o esforço de pesquisa fica preso na etapa de entender a doença em laboratório e muito pouco chega a avaliar se o diagnóstico está disponível na ponta, se o tratamento está sendo bem administrado, ou se a vigilância epidemiológica está funcionando. É o mesmo padrão que o MNDN já apontou na matéria sobre resistência antimicrobiana: o Brasil frequentemente já tem a solução técnica o que falta é investimento em saber se ela está de fato chegando a quem precisa.
Três doenças concentraram 60% do dinheiro e não são as mais mortais
Dengue, leishmaniose e tuberculose foram, juntas, responsáveis por 56,1% dos estudos financiados e 60,2% de todo o dinheiro investido em 16 anos: US$ 64,8 milhões para dengue, US$ 59,0 milhões para leishmaniose e US$ 38,0 milhões para tuberculose. São doenças relevantes, sem dúvida mas o problema é o que ficou de fora.
👆 Toque aqui para ver quais doenças ficaram de fora mesmo tendo mais mortes e mais anos de vida perdidos do que as que receberam financiamento.
Ainda não revelado. Toque no card acima.
A queda mais brusca: 2020 e a pandemia
Se existe um ano que resume o padrão de descontinuidade denunciado pelo MNDN, é 2020. Segundo o estudo do Decit, o financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas registrou, naquele ano, a maior queda desde 2007: -57%. Um levantamento paralelo, feito pela organização internacional G-Finder que monitora investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento em saúde , mediu o mesmo fenômeno por outro ângulo e chegou a uma queda ainda mais severa: o Brasil investiu apenas US$ 3,8 milhões em pesquisa sobre doenças negligenciadas em 2020, 73% a menos do que em 2019.
- -57% foi a queda no financiamento do Decit/Ministério da Saúde em 2020 a maior desde 2007, segundo o estudo da PLOS NTD;
- -73% foi a queda medida pelo G-Finder no mesmo ano: de um valor próximo a US$ 14 milhões em 2019 para apenas US$ 3,8 milhões em 2020;
- Em 2018, o investimento brasileiro já somava só US$ 3,5 milhões pelo G-Finder, 16,6% a menos que no ano anterior ou seja, a trajetória de queda já vinha antes da pandemia;
- O motivo apontado pelos próprios pesquisadores: redirecionamento de dinheiro e equipes para o combate à Covid-19, um padrão que se repetiu em outros países, mas que no Brasil se somou a uma tendência de estagnação que já durava mais de uma década.
É esse duplo movimento queda estrutural de longo prazo mais choque agudo da pandemia que está por trás do número que o MNDN já usou na Síntese das 10 Cartas. Não foi um acidente de um único ano: foi o ponto mais baixo de uma curva que já vinha descendo.
Brasil x Estados Unidos: a escala do abismo
Para entender o tamanho do problema, é preciso olhar para fora. Em 2018, segundo o G-Finder, o Brasil investiu cerca de US$ 12 milhões em pesquisa e desenvolvimento para doenças negligenciadas o suficiente para ocupar a 3ª posição entre os países de renda baixa e média que mais investem no tema. Parece uma boa colocação, até comparar com quem está no topo.
- Estados Unidos investiram US$ 1,779 bilhão em 2018 o país que mais investe em P&D para doenças negligenciadas no mundo;
- Isso representa 148 vezes mais do que o investimento brasileiro no mesmo ano;
- O financiamento global somado por todos os países, em 2017, alcançou US$ 4,05 bilhões, segundo a mesma organização;
- Ainda assim, o Brasil é responsável por 90% da carga de doenças negligenciadas da América Latina e do Caribe, segundo pesquisadores da Fiocruz ou seja, o país mais afetado da região não é, nem de longe, o que mais investe em buscar soluções.
Depois de 2020: a ciência brasileira em montanha-russa
O quadro não parou em 2020. Nos anos seguintes, o orçamento federal de ciência, tecnologia e inovação no Brasil passou por uma sequência de altos e baixos que ajuda a explicar por que a promessa de recuperação ainda não chegou de forma estável à pesquisa em doenças negligenciadas.
2021 o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à ciência no país, chegou a 90%. O orçamento do CNPq, órgão que financia bolsas e projetos de pesquisa, ficou com menos de R$ 24 milhões disponíveis para fomento naquele ano valor irrisório para todo o sistema nacional de pós-graduação e pesquisa.
2021-2022 a comunidade científica conseguiu aprovar a Lei Complementar nº 177/2021, que proíbe o contingenciamento do FNDCT. A partir daí, o CNPq passou a projetar a injeção de R$ 1,3 bilhão do fundo na ciência brasileira no biênio 2022-2023.
2024-2025 o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) registrou o maior investimento da história do programa Pró-Infra, de recuperação de infraestrutura de laboratórios: R$ 1,5 bilhão em 2025, aplicados em 75 projetos e 42 instituições.
2025 apesar da recuperação da infraestrutura, o orçamento específico do CNPq para bolsas e fomento à pesquisa perdeu R$ 76,8 milhões na Lei Orçamentária, segundo análise da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
2026 a Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso reduziu a dotação da CAPES em 7,2% (-R$ 356,8 milhões) e a do CNPq em 7,1% (-R$ 132,6 milhões) em relação a 2025, com impacto concentrado justamente nas bolsas de pesquisa a linha orçamentária que sustenta boa parte dos estudos sobre doenças negligenciadas.
Fontes: Jornal da USP (out/2021 e mai/2022); SBPC (2025); Jornal O Futuro (jan/2026); Academia Brasileira de Ciências (dez/2025); MCTI/Anprotec (dez/2025).
O padrão que se repete é este: o dinheiro para grandes obras de infraestrutura científica volta a crescer, mas a linha orçamentária que paga bolsas, insumos de laboratório e projetos de pesquisa individuais exatamente o tipo de recurso que financia um estudo sobre resistência do Mycobacterium leprae em Goiás, ou sobre um novo diagnóstico para leishmaniose segue sendo tratada como despesa discricionária, sujeita a corte a qualquer sinal de aperto fiscal.
A geografia da negligência: onde se pesquisa não é onde se adoece
Há ainda uma camada geográfica nesse problema, já identificada pela literatura científica brasileira: a produção científica em ciências biomédicas está fortemente concentrada nos estados do Sudeste e do Sul, região que historicamente recebeu mais investimento em infraestrutura de laboratórios e pós-graduação. Enquanto isso, a carga de doenças negligenciadas e as mortes evitáveis que ela causa se concentra de forma desproporcional no Norte e no Nordeste.
- Estima-se que até 10 mil brasileiros morram por ano em decorrência de alguma doença negligenciada, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, segundo levantamento da Fiocruz publicado pela Pesquisa FAPESP;
- A produção científica em ciências biomédicas no Brasil está concentrada nos estados do eixo Sudeste-Sul, favorecidos por décadas de investimento histórico em infraestrutura laboratorial e pós-graduação um padrão descrito por pesquisadores como “distribuição territorial profundamente assimétrica”;
- O estado de São Paulo, por determinação constitucional própria, garante 1% do PIB estadual para pesquisa um patamar de financiamento que nenhum outro estado brasileiro consegue reproduzir;
- Esse descompasso repete, na ciência, o mesmo padrão de desigualdade regional que o MNDN já documentou no saneamento básico: o Sudeste tem quase 4 vezes mais cobertura de esgoto do que o Norte, e é exatamente essa geografia que concentra as doenças negligenciadas.
Nota de transparência: não existe, até a publicação desta reportagem, um levantamento público e detalhado do financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas por estado brasileiro. O padrão de concentração regional descrito acima é baseado em estudos sobre produção científica em ciências biomédicas de forma geral, não em dados de financiamento específico para DTNs por unidade da federação uma lacuna de transparência que o MNDN cobra no tópico seguinte.
Perguntas que o MNDN dirige ao poder público
- Existe, hoje, algum levantamento oficial e público do financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas por estado ou região do Brasil, permitindo cruzar investimento com carga real da doença?
- Como o Ministério da Saúde pretende romper o padrão identificado pelo estudo do Decit, em que trocas de governo alteram de forma estatisticamente significativa o volume de recursos para pesquisa em DTN?
- Há previsão de proteger legalmente as bolsas de pesquisa e o fomento do CNPq e da CAPES contra cortes orçamentários, nos mesmos moldes da Lei Complementar 177/2021 que blindou o FNDCT?
- Por que doenças com alta carga de mortalidade e anos de vida perdidos, como Chagas, esquistossomose e malária, seguem entre as menos financiadas, mesmo depois da publicação de estudos científicos que documentam esse desequilíbrio desde 2020?
- Existe meta de recuperação, em valores reais, do patamar de investimento em pesquisa sobre doenças negligenciadas anterior à queda de 2020, considerando que o financiamento já era considerado insuficiente antes mesmo da pandemia?
A posição do Movimento
O MNDN reconhece que o Brasil tem uma comunidade científica capaz e reconhecida internacionalmente na área de doenças negligenciadas, e que iniciativas como o PPSUS responsável por 62,7% dos estudos financiados no período analisado mostram que é possível fazer financiamento descentralizado funcionar. Mas isso não muda o fato central revelado pelos dados: em 16 anos, o Brasil não conseguiu construir uma trajetória de crescimento sustentado para essa pesquisa, e o pouco que existe está mal distribuído entre as doenças que mais matam. Nossa posição:
- Financiamento protegido por lei para pesquisa em doenças negligenciadas, nos moldes da blindagem já conquistada pelo FNDCT, retirando essa pauta da esfera puramente discricionária de cada governo;
- Redistribuição do financiamento por carga real de doença, corrigindo o desequilíbrio que hoje beneficia dengue, leishmaniose e tuberculose em detrimento de Chagas, esquistossomose, malária e taeníase/cisticercose;
- Ampliação do financiamento para pesquisa em saúde pública e serviços de saúde, hoje somando apenas 7,1% do total, para que o Brasil saiba não só como a doença funciona, mas se o SUS está de fato entregando diagnóstico e tratamento a quem precisa;
- Transparência regional obrigatória: publicação anual, por estado, do financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas, permitindo o controle social sobre se o dinheiro chega onde a doença mais mata;
- Recomposição, em valores reais, do patamar de investimento anterior a 2020, como piso mínimo, e não como teto a ser comemorado.
Um país não decide negligenciar uma doença numa única reunião. Decide devagar, todo ano, toda vez que um edital de pesquisa é cortado, adiado ou nunca é lançado de novo. O gráfico que este documento revela não é sobre dinheiro perdido no passado é sobre o remédio que ainda não existe porque a pesquisa que o criaria nunca foi financiada.
João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN
Perguntas frequentes sobre financiamento de pesquisa em DTN
Entre 2004 e 2020, o Ministério da Saúde e seus parceiros investiram US$ 230,9 milhões (valores de paridade do poder de compra) em 1.158 estudos sobre 14 doenças tropicais negligenciadas, segundo estudo publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases em 2023.
O financiamento do Ministério da Saúde para pesquisa em doenças negligenciadas caiu 57% em 2020, a maior queda desde 2007, principalmente por causa do redirecionamento de recursos e equipes para o combate à Covid-19. Um levantamento paralelo do G-Finder mediu uma queda ainda maior, de 73%, no mesmo ano.
Chikungunya, doença de Chagas, esquistossomose, malária e taeníase/cisticercose apresentam alta prevalência, carga de doença ou mortalidade no Brasil, mas ocupam posições baixas no ranking de financiamento do Ministério da Saúde, segundo o estudo da PLOS Neglected Tropical Diseases.
Em 2018, o Brasil investiu cerca de US$ 12 milhões em pesquisa sobre doenças negligenciadas, ocupando a 3ª posição entre países de renda baixa e média, segundo o G-Finder. No mesmo ano, os Estados Unidos investiram US$ 1,779 bilhão 148 vezes mais do que o Brasil.
Fontes e referências
- MELO, G. B. T.; ANGULO-TUESTA, A.; SILVA, E. N. da; SANTOS, T. da S.; UCHIMURA, L. Y. T.; OBARA, M. T. Evolution of research funding for neglected tropical diseases in Brazil, 2004–2020. PLOS Neglected Tropical Diseases, 17(3): e0011134, mar. 2023. DOI: 10.1371/journal.pntd.0011134. journals.plos.org.
- Orçamento para pesquisas sobre doenças negligenciadas encolhe no Brasil. Pesquisa FAPESP (republicado por Determinantes Sociais da Saúde/Fiocruz), 2023. dssbr.ensp.fiocruz.br.
- Research budget for neglected diseases shrinks in Brazil. Pesquisa FAPESP (English edition). revistapesquisa.fapesp.br.
- FONSECA, B. P.; ALBUQUERQUE, P. C.; ZICKER, F. Neglected tropical diseases in Brazil: lack of correlation between disease burden, research funding and output. Tropical Medicine & International Health, 25(11): 1373-84, 2020. DOI: 10.1111/tmi.13478.
- Controle de doença negligenciada requer investimento social. Fiocruz Brasília. fiocruzbrasilia.fiocruz.br.
- Fiocruz debate doenças negligenciadas e Agenda 2030. Portal Fiocruz, 2019. fiocruz.br.
- Governo federal corta 87% dos recursos do FNDCT que seriam liberados para a ciência. Jornal da USP, out. 2021. jornal.usp.br.
- R$ 9 bilhões para “impedir a morte da ciência brasileira”? Jornal da USP, mai. 2022. jornal.usp.br.
- PLOA 2025: orçamento do MCTI cresce, mas CNPq perde R$ 76 milhões. SBPC. portal.sbpcnet.org.br.
- Orçamento aprovado no Congresso para 2026 ameaça a continuidade da educação e produção científica. Jornal O Futuro, jan. 2026. jornalofuturo.com.br.
- É preciso recompor o orçamento da pesquisa pública no Brasil. Academia Brasileira de Ciências, dez. 2025. abc.org.br.
- MCTI consolida maior ciclo de investimentos em ciência e tecnologia desde o fim do contingenciamento do FNDCT. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, dez. 2025. gov.br/mcti.
- Distribuição geográfica da produção e colaboração científica brasileira nas Ciências Biomédicas. Redalyc. redalyc.org.
- A indústria da doença e a saúde em disputa no Brasil. Grupo Lomes de Comunicação, 2025. glomes.com.br.
- MNDN Brasil. 10 Anos de Luta: o que avançou nas Doenças Negligenciadas (síntese das 10 Cartas do Fórum, 2016-2025). mndnbrasil.org.
Nota de transparência: todos os dados citados têm fonte verificada indicada acima. Onde não foi possível localizar dado público desagregado (como financiamento de pesquisa em DTN por estado brasileiro), isso é sinalizado explicitamente no corpo da reportagem, e tratado como lacuna de transparência do Estado, não como fracasso do movimento em apurar a informação.