Em 17 de agosto de 2026, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2026), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trouxe um dado que resume, em um único número, o tamanho do desafio brasileiro: o Brasil está entre os 16 países que concentram 80% dos casos de doenças tropicais negligenciadas (DTNs) do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, informou a CNN Brasil. É o mesmo tipo de dado que o próprio Ministério da Saúde já vinha divulgando desde pelo menos setembro de 2025. O anúncio veio ao lado de avanços reais e verificáveis: menor taxa de malária em 48 anos, salto no diagnóstico de tuberculose, queda acentuada de casos na Terra Indígena Yanomami. Mas o mesmo discurso trouxe uma meta ambiciosa (eliminar 14 doenças até 2030) e uma pergunta que o MNDN não vai deixar de fazer: com os determinantes sociais que ainda sustentam essas doenças, esse prazo é realista?
O que foi anunciado no MEDTROP 2026
Os números apresentados por Padilha fazem parte de uma análise do Ministério da Saúde que monitora um conjunto de 11 doenças tropicais negligenciadas: malária, doença de Chagas, leishmanioses, hanseníase, tuberculose, esquistossomose, geo-helmintíases, tracoma, oncocercose, filariose linfática e raiva humana. Entre essas, quatorze doenças e infecções (incluindo transmissões verticais) fazem parte do Programa Brasil Saudável, que estabeleceu meta de eliminação até 2030 e já elegeu 209 municípios prioritários por alta carga de doenças, segundo a reportagem da CNN Brasil.
É a política federal criada pelo Decreto nº 11.908/2024, coordenada pelo Ministério da Saúde através do Comitê Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Determinadas Socialmente (Ciedds), instituído em abril de 2023, com participação de outros 13 ministérios. Na criação do programa, em fevereiro de 2024, o Ciedds havia identificado 175 municípios prioritários por alta carga de duas ou mais doenças determinadas socialmente. Em agosto de 2026, esse número já havia crescido para 209 municípios, segundo a CNN Brasil, o que indica tanto uma expansão do mapeamento quanto a persistência do problema em mais territórios do que se calculava inicialmente.
Fontes: Ministério da Saúde/Gov.br, OPAS, CNN Brasil.
- O Brasil fechou 2025 com a menor taxa de casos de malária dos últimos 48 anos e registrou queda de mais de 50% dos casos na Terra Indígena Yanomami;
- Em hanseníase, 81,3% dos municípios brasileiros estão há cinco anos consecutivos sem casos novos em pessoas com menos de 15 anos, indicador que mede a interrupção da transmissão recente;
- No diagnóstico de tuberculose, o uso do teste rápido molecular saltou de 4,3% para 63% dos casos;
- Na oncocercose (“cegueira dos rios” ou “mal do garimpeiro”), a cobertura de tratamento coletivo subiu de 68% para 85,4% em 2025;
- O Brasil já teve certificada pela OPAS/OMS, em dezembro de 2025, a eliminação da transmissão vertical do HIV, tornando-se o único país continental (mais de 100 milhões de habitantes) a alcançar esse marco;
- Em julho de 2026, o Ministério da Saúde entregou à OPAS e à OMS o dossiê oficial solicitando validação do Brasil como país livre da transmissão vertical da hepatite B;
- A transmissão vertical da sífilis segue como a principal pendência do país nesse conjunto de metas, segundo o próprio ministério.
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Ainda não revelado. Toque no card acima.
O dinheiro por trás do avanço
Parte desse progresso tem explicação orçamentária. O MNDN já mostrou em reportagem anterior que o financiamento federal para pesquisa em doenças determinadas socialmente saltou de uma média de R$ 110 milhões por ano, entre 2019 e 2022, para R$ 561 milhões só em 2025, cinco vezes a média do período anterior. Em 2024, foram lançados 9 editais que somaram entre R$ 234 milhões e R$ 263,8 milhões, contemplando 336 projetos de pesquisa.
O padrão que o MNDN já identificou antes se repete: o dinheiro aumentou, mas a solução técnica para a maioria dessas doenças já existia há décadas (a hanseníase tem cura com poliquimioterapia há mais de 40 anos, a esquistossomose tem tratamento eficaz com praziquantel). O que sempre travou não foi a ausência de remédio, foi o acesso a ele e às condições de vida que evitam a reinfecção.
Onde o dinheiro esbarra: os determinantes sociais
É aqui que o anúncio do MEDTROP 2026 encontra um limite que orçamento sozinho não resolve. A maioria das 11 doenças monitoradas pelo Ministério da Saúde, e todas as que mais concentram casos no Brasil, tem no saneamento básico precário e na falta de água potável seu principal terreno de reprodução.
- Segundo boletim do Ministério da Saúde, as maiores taxas de detecção de doenças tropicais negligenciadas se concentram nas regiões Norte e Nordeste, exatamente as regiões com os piores índices de acesso à água e saneamento do país;
- Em 2023, apenas 60,4% dos domicílios da Região Norte tinham acesso à rede geral de água, contra 91,8% no Sudeste, segundo o IBGE;
- Cerca de 19,4% da população brasileira ainda usa fossa rudimentar ou buraco como destino do esgoto, segundo dados citados pelo próprio MNDN em reportagem sobre geo-helmintíases;
- Para as geo-helmintíases especificamente, o Brasil não tem sistema de vigilância de rotina que produza dados atualizados por estado ou município, ao contrário do que ocorre com tuberculose e hanseníase, que têm notificação compulsória.
Um país que promete eliminar uma doença precisa saber onde ela está.
Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN)
O MNDN já detalhou esse problema em reportagem específica: o Brasil se comprometeu a eliminar as geo-helmintíases até 2030, mas não sabe, hoje, quantas pessoas estão infectadas, porque essas doenças não são de notificação compulsória. É o mesmo padrão de lacuna de dado que a matéria sobre tracoma também identificou: o Brasil abriu processo de validação junto à OMS em 2018 e, oito anos depois, ainda não tem um número nacional atualizado. Faltam quatro anos para 2030 e, para várias dessas doenças, o país segue sem o instrumento básico de medição que permitiria saber se a meta está próxima ou distante.
Avanços reais em territórios específicos: o caso Yanomami
A queda de mais de 50% dos casos de malária na Terra Indígena Yanomami, citada por Padilha, não veio isolada. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2023 e 2024 o território teve mais de 45 mil doses de vacina aplicadas, aumento de 73% na realização de exames de malária, redução de 68% nos óbitos por desnutrição no primeiro semestre de 2024 em comparação ao ano anterior, e a inauguração do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena do país, capaz de atender cerca de 40 mil indígenas de 60 comunidades.
É um exemplo concreto de que reversão rápida é possível quando há investimento estruturante e presença territorial contínua. O contraponto crítico do MNDN é que esse mesmo padrão de investimento concentrado não está disponível, com a mesma intensidade, para todas as 209 municípios prioritários do Brasil Saudável, nem para doenças que, como as geo-helmintíases e o tracoma, dependem quase inteiramente de obras de saneamento de longo prazo, não de campanhas emergenciais.
2030: Sonho ou Realidade?
O MNDN reconhece que os números anunciados no MEDTROP 2026 são reais e representam trabalho técnico sério. Mas a matemática da meta de 2030 impõe um alerta duro. O Brasil levou mais de duas décadas para reduzir a malária ao patamar atual e ainda assim segue entre os 16 países que concentram 80% da carga mundial de DTNs. O processo de validação da eliminação do tracoma, aberto em 2018, segue incompleto oito anos depois. As geo-helmintíases nem sequer têm um sistema de contagem atualizado. E quando se olha para o dado mais básico de todos, o dinheiro que o país efetivamente investe em água e esgoto, a resposta fica ainda mais difícil de evitar.
O Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, com base no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA, ano-base 2024), traz o retrato mais atual e mais desconfortável dessa conta.
- Seis anos depois da sanção do Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020), apenas 11 das 100 maiores cidades do Brasil já universalizaram água e esgoto. As outras 89 têm até 2033 para se adequar;
- Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, e cerca de 90 milhões (43,3%) não têm coleta de esgoto;
- Mais da metade dos 100 municípios mais populosos do país (51 cidades) investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento por ano, menos da metade dos R$ 225 por habitante que o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) estima como necessário para universalizar o serviço até 2033;
- Apenas 17 municípios investem mais de R$ 200 por habitante, e só 10 atingem nível de excelência no ranking;
- A média de perdas de água na distribuição é de 41,51%, muito acima do limite de 25% considerado aceitável, ou seja, quase metade da água tratada no Brasil se perde antes de chegar à torneira.
O próprio Instituto Trata Brasil resume o cenário de forma direta: o prazo de 2033 se aproxima “sem que, em muitos casos, se observe uma mudança estrutural consistente”, e a melhora lenta dos indicadores médios nacionais “mascara a profunda heterogeneidade que caracteriza o setor no Brasil”.
Este é, talvez, o dado mais revelador desta reportagem: o Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020) estabelece 2033 como prazo para universalizar água e esgoto no país. O Programa Brasil Saudável estabelece 2030 para eliminar 14 doenças que, em sua maioria, dependem exatamente de água e esgoto para deixar de circular. Ou seja: a própria legislação brasileira admite que vai levar até três anos a mais só para resolver a infraestrutura, o pré-requisito básico, do que o prazo dado para eliminar as doenças que essa infraestrutura deveria ter evitado. Não é um detalhe técnico. É uma contradição de calendário que qualquer plano sério precisaria explicar publicamente.
Fontes: Lei nº 14.026/2020 (Marco Legal do Saneamento Básico); Decreto nº 11.908/2024 (Programa Brasil Saudável).
Não é a primeira vez. O PLANSAB, elaborado em 2012, já havia estabelecido a meta de universalizar o saneamento até 2033, com um investimento estimado em R$ 392 bilhões (depois revisado para R$ 357 bilhões), dos quais 42% (cerca de R$ 163 bilhões) estavam previstos apenas para o primeiro quinquênio, 2013-2018. O resultado: apenas 38% desse valor (R$ 63 bilhões) foi de fato investido no período. Passados mais de dez anos da meta original, um estudo da KPMG em parceria com a ABCON estimou que ainda seriam necessários R$ 753 bilhões para universalizar os serviços até 2033. O padrão que se repete, década após década, é o mesmo: metas ambiciosas no papel, orçamento real sistematicamente abaixo do planejado.
Fontes: PLANSAB (2012, revisão 2018); KPMG/ABCON, “Quanto custa universalizar o saneamento no Brasil” (2020).
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- Segundo o Censo 2022 do IBGE, 49 milhões de brasileiros (24,3% da população) ainda usavam recursos precários de esgotamento sanitário, e 1,2 milhão de pessoas viviam em domicílios sem banheiro, sanitário ou buraco algum para dejeções, com Piauí, Acre e Maranhão nas piores posições;
- Um estudo da Fiocruz publicado nos Cadernos de Saúde Pública encontrou 36,5% de crianças com um ou mais geo-helmintos em dez municípios de baixo IDH no Norte e Nordeste, chegando a 45,7% na zona rural, e identificou que baixa renda familiar aumenta em 75% a chance de infecção;
- O MNDN já mostrou, em reportagem anterior sobre geo-helmintíases, que essas doenças nem sequer têm sistema de vigilância de rotina no Brasil, o que significa que o país não tem, hoje, como medir se está se aproximando ou se afastando da meta de 2030.
Juntando os dois lados da conta, o MNDN chega a uma conclusão que não é confortável, mas é a que os dados sustentam: para as doenças que dependem de solução médica direta, como a transmissão vertical do HIV, a meta de 2030 já provou ser alcançável, o Brasil fez isso. Mas para as doenças que dependem de saneamento básico e água potável, como tracoma, geo-helmintíases, esquistossomose e boa parte da hanseníase e da doença de Chagas, a mesma matemática que rege obras de infraestrutura no Brasil, décadas de metas subfinanciadas, prazos legais que se estendem além de 2030, investimento 39% abaixo do necessário, indica que a meta de 2030, tal como está, é mais um horizonte a perseguir do que um compromisso que será cumprido no prazo. Reconhecer isso publicamente, com números na mesa, é mais útil ao país do que repetir uma meta única sem diferenciar o que é possível do que ainda depende de uma torneira que não existe.
Perguntas que o MNDN dirige ao poder público
- Existe um cronograma público, ano a ano, mostrando quantas das 14 doenças e infecções do Programa Brasil Saudável estão de fato no caminho para serem eliminadas até 2030, e quantas estão atrasadas?
- Qual é a lista completa e atualizada dos 209 municípios prioritários, e quais indicadores de saneamento básico e água potável cada um desses municípios apresenta hoje?
- Por que as geo-helmintíases, incluídas na meta de eliminação até 2030, ainda não têm notificação compulsória nem sistema de vigilância de rotina no Brasil?
- O aumento do financiamento de pesquisa (de R$ 110 milhões para R$ 561 milhões por ano) está sendo acompanhado por investimento equivalente em saneamento básico nos 209 municípios prioritários, ou concentra-se apenas em pesquisa e assistência médica?
- O modelo de investimento concentrado que reduziu a malária em mais de 50% na Terra Indígena Yanomami será replicado, com o mesmo nível de recursos, para outros territórios prioritários do Brasil Saudável?
A posição do Movimento
O MNDN reconhece avanços concretos e verificáveis: a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, a queda histórica da malária, o salto no diagnóstico da tuberculose e a recuperação de indicadores graves no território Yanomami são conquistas reais, fruto de investimento e trabalho técnico sustentado. Mas reconhecer o avanço não significa aceitar o prazo sem questionamento. Nossa posição:
- Meta sem medição não é meta, é intenção. Doenças como as geo-helmintíases precisam de notificação compulsória e vigilância de rotina antes que se possa dizer, com seriedade, que serão eliminadas até 2030;
- 209 municípios prioritários precisam de dados públicos completos. Não basta saber que existem: a sociedade civil precisa saber quais são e quais indicadores de saneamento cada um apresenta;
- Investimento em pesquisa não substitui investimento em saneamento. Os R$ 561 milhões de 2025 são uma conquista, mas resolvem hanseníase e tuberculose muito mais rápido do que resolvem tracoma e geo-helmintíases, que dependem de obra, não de remédio;
- O modelo Yanomami precisa virar política, não exceção. Se investimento concentrado reduz malária em mais de 50% em poucos anos, esse modelo deveria ser replicado com a mesma prioridade orçamentária em outros territórios de alta carga;
- Honestidade sobre o prazo. Reconhecer publicamente quais das 14 metas dificilmente serão cumpridas até 2030 é mais útil ao país do que manter uma meta única sem diferenciação de risco.
Os números do MEDTROP 2026 mostram que o Brasil sabe como reduzir uma doença negligenciada quando decide investir de verdade. A pergunta que o país ainda não respondeu é se vai fazer isso em todos os 209 municípios prioritários, ou só onde a atenção internacional está olhando.
João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN
Perguntas frequentes sobre a meta 2030
Porque as doenças tropicais negligenciadas estão historicamente associadas à pobreza, ao saneamento básico precário e à falta de acesso à água potável, condições que ainda persistem em partes significativas do território brasileiro, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste e em territórios indígenas.
É a política federal, criada pelo Decreto nº 11.908/2024, que estabeleceu meta de eliminar 14 doenças e infecções determinadas socialmente até 2030, incluindo tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas e esquistossomose, entre outras. O programa elegeu 209 municípios prioritários por alta carga dessas doenças.
Em 2025, o país registrou a menor taxa de malária em 48 anos, queda de mais de 50% dos casos na Terra Indígena Yanomami, salto no diagnóstico molecular de tuberculose (de 4,3% para 63%) e aumento na cobertura de tratamento da oncocercose (de 68% para 85,4%). Em dezembro de 2025, o país também teve certificada pela OPAS/OMS a eliminação da transmissão vertical do HIV.
Para algumas doenças com solução médica direta, como a transmissão vertical do HIV, sim, já foi demonstrado ser possível. Para outras que dependem de saneamento básico e acesso à água, como tracoma e geo-helmintíases, o prazo é mais incerto: o processo de validação do tracoma, por exemplo, está aberto desde 2018 e ainda não foi concluído, e as geo-helmintíases nem sequer têm sistema de vigilância de rotina no país.
Fontes e referências
- CNN BRASIL. Brasil e 16 países concentram casos de doenças tropicais negligenciadas. Ana Clara Machado e Thomaz Coelho, 18 de agosto de 2026. cnnbrasil.com.br.
- MOVIMENTO NACIONAL DAS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS (MNDN). Investimento em Doenças Negligenciadas: Governo Federal Gastou R$ 561 Mi em 2025. mndnbrasil.org.
- MOVIMENTO NACIONAL DAS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS (MNDN). Geo-helmintíases: o Brasil promete eliminar até 2030 uma doença que não sabe medir. mndnbrasil.org.
- MOVIMENTO NACIONAL DAS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS (MNDN). Tracoma: a doença que cega em silêncio e o Brasil não sabe dizer quantas pessoas ainda têm. mndnbrasil.org.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE / GOV.BR. Brasil é o primeiro país a lançar programa para eliminação e controle de doenças socialmente determinadas. gov.br/saude.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE / GOV.BR. Ministério da Saúde caminha rumo à eliminação do tracoma no Brasil (cita os 16 países e 80% da carga global de DTNs). gov.br/saude.
- AGÊNCIA GOV / Ministério da Saúde. Ações federais garantem proteção, cidadania e preservação na maior terra indígena do país (dados Yanomami). agenciagov.ebc.com.br.
- UNICEF BRASIL / OPAS-OMS. OMS certifica Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV. unicef.org/brazil.
- IBGE. Pnad Contínua: Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores, 2023 (dados de acesso à água por região). agenciadenoticias.ibge.gov.br.
- INSTITUTO TRATA BRASIL / GO ASSOCIADOS. Ranking do Saneamento 2026 (dados SINISA, ano-base 2024). tratabrasil.org.br.
- INSTITUTO TRATA BRASIL. Brasil investe 39% a menos por pessoa do que o necessário para universalizar o saneamento. tratabrasil.org.br.
- AGÊNCIA BRASIL / RADIOAGÊNCIA NACIONAL. Ranking do Saneamento 2026 aponta falta de investimento no setor. agenciabrasil.ebc.com.br.
- KPMG / ABCON. Quanto custa universalizar o saneamento no Brasil (2020, com base no PLANSAB 2012/2018). assets.kpmg.com.
- IBGE. Censo Demográfico 2022: Características dos domicílios (esgotamento sanitário, fossa rudimentar, ausência de banheiro). agenciadenoticias.ibge.gov.br.
Nota de transparência: todos os dados numéricos citados nesta matéria têm fonte verificada indicada acima. A lista completa e atualizada dos 209 municípios prioritários do Programa Brasil Saudável não está disponível de forma consolidada nas fontes consultadas até a publicação desta reportagem; essa lacuna de transparência é apontada explicitamente na seção de perguntas ao poder público.