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O Próprio Ministério Admite: 3 Doenças Não Serão Eliminadas até 2030

🎙️📊 O Alerta que Veio de Dentro do Governo

Em fevereiro de 2025, um diretor do Ministério da Saúde admitiu ao podcast Repórter SUS, da Fiocruz, que o Brasil provavelmente não eliminaria 3 das 11 doenças negligenciadas até 2030. Dezenove meses depois, o MNDN foi conferir, promessa por promessa, o que já aconteceu e o que ainda não saiu do papel.

Esta reportagem tem cards interativos e gráficos de dados. Toque neles ao longo do texto para ver mais.

Não foi o MNDN quem disse. Foi o próprio Ministério da Saúde. Em 13 de fevereiro de 2025, no podcast Repórter SUS, parceria entre o Brasil de Fato e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, admitiu publicamente que o Brasil provavelmente não conseguiria eliminar 3 das 11 doenças negligenciadas que o país assumiu como meta até 2030. É uma declaração rara, vinda de um cargo público, sobre uma meta do próprio governo. Passados 19 meses daquela entrevista, o MNDN foi conferir o que se confirmou e o que ficou só na promessa.

Bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) visto ao microscópio
Foto: CDC/Dr. Edwin P. Ewing Jr. (domínio público). O bacilo de Koch, causador da tuberculose, é uma das três doenças que o próprio Ministério da Saúde já admite que o Brasil não vai eliminar até 2030.

O que a entrevista disse, na íntegra

A reportagem que registrou a entrevista, assinada por Juliana Passos e Nara Lacerda, tinha um título que já era, em si, uma pergunta desconfortável: como está a situação do Brasil no combate a doenças ligadas à desigualdade social. O contexto era o primeiro aniversário do Programa Brasil Saudável, lançado em fevereiro de 2024, que reúne 14 ministérios sob coordenação do Ministério da Saúde para eliminar, como problema de saúde pública, uma lista de 11 doenças e 5 infecções de transmissão vertical até 2030.

Barreira explicou que o critério de eliminação segue quatro dimensões possíveis: interrupção da transmissão endêmica, fim da mortalidade, fim da morbidade e fim da incapacidade causadas por essas doenças. Ele também deu uma dimensão internacional ao problema: das doenças da lista brasileira, sete simplesmente não existem mais em nenhum país rico, e ele próprio classificou como inadmissível que uma das dez maiores economias do mundo ainda conviva com doenças típicas da pobreza extrema.

Provavelmente nós não conseguiríamos atingir a eliminação de três das 11 doenças.

Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e IST, Ministério da Saúde, ao podcast Repórter SUS (13/fev/2025)
  • As três doenças que o próprio Ministério já admitia, em fevereiro de 2025, não eliminar até 2030 são: tuberculose, hanseníase e sífilis, por serem, segundo Barreira, as mais antigas da lista e as mais fortemente determinadas por condições sociais;
  • Nesses três casos, a meta deixa de ser “eliminação completa” e passa a ser redução drástica da incidência e minimização dos impactos na saúde pública;
  • O Programa Brasil Saudável nasceu do Comitê Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Determinadas Socialmente (Ciedds), criado em 2023, e reúne atualmente 14 pastas federais;
  • Segundo Barreira, a estratégia para essas três doenças exige soluções intersetoriais mais rígidas, incluindo articulação com os ministérios da Justiça, do Desenvolvimento Social e das Cidades, porque, nas palavras dele, o combate não é só à doença, é também à desigualdade.

19 meses depois: o que a entrevista previu e o que de fato aconteceu

Uma entrevista feita em fevereiro de 2025 é, também, uma lista de apostas. O MNDN foi verificar cada uma delas à luz do que se sabe hoje, em setembro de 2026.

Já no primeiro ano do Brasil Saudável, o país certificou a eliminação da filariose linfática, doença causada por um verme transmitido por mosquitos e associada a incapacidade física grave. A área endêmica no Brasil estava restrita a quatro municípios da Região Metropolitana de Recife (PE): a capital, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista. O último caso havia sido registrado em 2017, e um dossiê comprovando ausência total de transmissão foi submetido à OPAS e à OMS. A doença deixou de ser considerada problema de saúde pública no país. É o único item da lista já concluído por completo.

Fonte: Repórter SUS (Brasil de Fato/EPSJV-Fiocruz), fevereiro de 2025.

Em fevereiro de 2025, Barreira disse que o Brasil já havia atingido a meta de eliminação da transmissão vertical do HIV e estava em processo de certificação junto à OMS, com mais de 150 municípios de grande porte já certificados individualmente. A previsão se confirmou: em dezembro de 2025, a OPAS/OMS entregou ao Brasil o certificado oficial de eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando o país o único com mais de 100 milhões de habitantes a alcançar esse marco. É uma das apostas da entrevista que se confirmou dentro do prazo esperado.

Fontes: Repórter SUS, fevereiro de 2025; Ministério da Saúde/OPAS-OMS, dezembro de 2025.

Na mesma entrevista, Barreira disse que a expectativa para 2025 era a eliminação do tracoma, com o foco de trabalho concentrado no território Yanomami. O MNDN já mostrou, em reportagem própria publicada nesta semana, que isso não aconteceu: o Brasil abriu formalmente seu processo de validação junto à OMS em 2018 e, em setembro de 2026, ainda conduz o inquérito de comprovação em cinco áreas indígenas do Maranhão, Roraima e Amazonas, sem data pública de conclusão. É a previsão mais otimista da entrevista que, até agora, não se confirmou.

Fonte: Repórter SUS, fevereiro de 2025; MNDN, reportagem sobre Timor-Leste e tracoma no Brasil, setembro de 2026.

Para as hepatites virais, a meta anunciada em 2025 era diagnosticar 90% dos casos, tratar 80% e reduzir em 65% a mortalidade até 2030, além de eliminar a transmissão vertical. Em julho de 2026, o Ministério da Saúde entregou à OPAS e à OMS o dossiê oficial solicitando a validação do Brasil como país livre da transmissão vertical da hepatite B, um passo concreto dentro do prazo. O resultado final da validação ainda não foi anunciado até a publicação desta reportagem.

Fonte: Repórter SUS, fevereiro de 2025; MNDN, reportagem sobre 16 países e 80% das DTNs, setembro de 2026.

👆 Toque aqui para ver o que aconteceu com as duas ações intersetoriais que Barreira citou: presídios e população em situação de rua.

Ainda não revelado. Toque no card acima.

  • Presídios: Barreira mencionou, em fevereiro de 2025, discussões com o Ministério da Justiça para políticas de tuberculose no sistema prisional, onde a incidência da doença é 28 vezes maior do que na população em geral. Em abril de 2026, o CNJ lançou o Programa Cuidar, parte do Plano Pena Justa, com acordo de cooperação técnica entre CNJ, Ministério da Saúde, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Fiocruz. O plano reúne mais de 300 metas até 2027, e o país já cofinancia 683 equipes de Atenção Primária Prisional. Mas a contabilização oficial dos resultados só começa em janeiro de 2027, quase dois anos depois da entrevista;
  • População em situação de rua: a articulação citada por Barreira também avançou. O Ministério da Saúde mantém 337 equipes de Consultório na Rua em todo o país, que realizaram 701.682 atendimentos em 2025 e mais 330.583 no primeiro semestre de 2026, atendendo tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis e outras condições ligadas à vulnerabilidade social, dentro do Plano Ruas Visíveis.

As três doenças que resistem: o que os números de 2024 mostram

Passada a checagem das promessas, o MNDN foi aos boletins epidemiológicos mais recentes do Ministério da Saúde para entender, doença por doença, o que sustenta a avaliação de que tuberculose, hanseníase e sífilis não serão eliminadas até 2030.

Em 2024, o Brasil registrou 84.308 casos novos de tuberculose, taxa de 39,7 por 100 mil habitantes, uma queda mínima frente aos 84.994 casos de 2023, e mais de 6 mil óbitos. O país segue entre as 30 nações com maior carga da doença no mundo. Os maiores coeficientes de incidência em 2024 foram no Amazonas (94,7 por 100 mil), Rio de Janeiro (75,3) e Roraima (64,3), e as maiores taxas de mortalidade também no Amazonas (5,1 por 100 mil), Pernambuco (4,8) e Rio de Janeiro (4,6). Houve avanço real: o tratamento preventivo da infecção latente cresceu 30% em 2024 frente a 2023. Mas o número absoluto de casos novos está, na prática, estável há dois anos, não em trajetória de eliminação.

Fonte: Boletim Epidemiológico de Tuberculose, Ministério da Saúde, 2025 (dados de 2024).

Em 2024, o Brasil registrou 22.129 novos casos de hanseníase, queda de 2,8% frente aos 22.773 de 2023, segundo relatório da OMS de 2025. Mesmo com a redução, o país segue como o segundo colocado no mundo em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia (100.957 casos). Dois sinais preocupam mais do que o número total: o Brasil notificou 2.236 novos casos com incapacidade física grave em 2024, mais de 10% do total nacional, contra 5,3% da média mundial, um indicador direto de diagnóstico tardio; e mais de 80% dos casos brasileiros são da forma multibacilar, a mais transmissível, contra cerca de 70% da média global. O percentual de cura também caiu, de 84% em 2013 para 76,2% em 2022.

Fonte: OMS, Relatório Epidemiológico de Hanseníase 2025; Ministério da Saúde, Boletim Epidemiológico de Hanseníase, 2024-2025.

Em 2024, o Brasil notificou 24.443 casos de sífilis congênita, taxa de 9,6 por mil nascidos vivos, e 183 óbitos de bebês com menos de um ano. A sífilis adquirida somou 256.830 casos no mesmo ano, taxa de 120,8 por 100 mil habitantes. O dado mais grave não é o número absoluto, é a tendência: o coeficiente de mortalidade infantil específica por sífilis congênita aumentou 39,4% entre 2013 e 2023, passando de 5,5 para 7,7 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Entre 1998 e 2023, o país registrou 3.554 óbitos de bebês por essa causa, sendo 42% no Sudeste e 30,1% no Nordeste. É a única das três doenças em que um indicador-chave está piorando ao longo da década, não melhorando.

Fonte: Boletim Epidemiológico de Sífilis, Ministério da Saúde, 2025 (dados de 2024); Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 1998-2023.

Casos novos, 2023 x 2024: quase parado no lugar

Tanto tuberculose quanto hanseníase tiveram quedas mínimas de um ano para o outro, muito distantes do ritmo necessário para eliminação até 2030.

Tuberculose: 84.994 casos em 2023, 84.308 em 2024. Hanseníase: 22.773 casos em 2023, 22.129 em 2024.

Fonte: Boletins Epidemiológicos de Tuberculose e de Hanseníase, Ministério da Saúde, 2025.

Sífilis congênita: mortalidade infantil específica está subindo, não caindo

Entre as três doenças, a sífilis congênita é a única com uma tendência clara de piora em uma década.

2013: 5,5 óbitos por 100 mil nascidos vivos. 2023: 7,7 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Aumento de 39,4%.

Fonte: Ministério da Saúde/SVSA, com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 2024.

“São determinadas pela pobreza”: a explicação do próprio Ministério

O ponto mais importante da entrevista de Draurio Barreira não é a lista de doenças, é a explicação que ele mesmo deu para o motivo delas resistirem. Segundo ele, essas três doenças são as mais fortemente ligadas aos determinantes sociais entre as 11 da lista brasileira, o que exige soluções intersetoriais mais rígidas do que um novo medicamento ou uma nova tecnologia diagnóstica poderia oferecer sozinha.

É praticamente a mesma frase que o MNDN já usou, com outras palavras, em três reportagens diferentes só nesta semana: sobre as desigualdades sociais em saúde, sobre o Brasil concentrar 80% das doenças negligenciadas do mundo e sobre a distância entre o que o país investe em saneamento e o que precisaria investir para universalizar água e esgoto até 2033. As três doenças que o próprio Ministério admite não eliminar são exatamente as que mais dependem de moradia digna, diagnóstico precoce na atenção primária, pré-natal de qualidade e saneamento básico, não de um medicamento novo.

  • A tuberculose tem cura desde os anos 1950, com antibióticos de baixo custo disponíveis no SUS, mas segue concentrada nos estados com pior acesso a diagnóstico precoce, maior densidade populacional em moradia precária e no sistema prisional, onde a incidência é 28 vezes maior que na população geral;
  • A hanseníase tem cura com poliquimioterapia há mais de 40 anos, mas o crescimento das incapacidades físicas graves no diagnóstico mostra que o problema não é o remédio, é a demora para a pessoa chegar até ele;
  • A sífilis se cura com uma injeção de penicilina benzatina, disponível e gratuita no SUS desde o pré-natal, mas a mortalidade infantil por sífilis congênita aumentou justamente na década em que o Brasil deveria estar reduzindo esse indicador.

Perguntas que o MNDN dirige ao poder público

  • Já que o próprio Ministério admite, desde fevereiro de 2025, que tuberculose, hanseníase e sífilis não serão eliminadas até 2030, existe um plano público específico, com metas intermediárias, para essas três doenças, diferente do plano genérico das outras oito?
  • Por que a contabilização oficial dos resultados do Programa Cuidar (saúde prisional) só começa em janeiro de 2027, quase dois anos depois da própria entrevista que anunciou a articulação com o Ministério da Justiça?
  • Por que a mortalidade infantil por sífilis congênita aumentou 39,4% entre 2013 e 2023, mesmo com penicilina benzatina disponível e gratuita no pré-natal do SUS?
  • O aumento de casos de hanseníase com incapacidade física grave no momento do diagnóstico (mais de 10% dos casos novos) está sendo tratado como uma falha específica de busca ativa e diagnóstico precoce, com meta de redução própria?
  • Os estados com maior incidência de tuberculose (Amazonas, Rio de Janeiro, Roraima) recebem investimento proporcional à carga da doença, ou o recurso segue critério populacional geral?
  • Existe algum indicador público que meça, ano a ano, se o Brasil está reduzindo a distância entre essas três doenças e as oito que têm meta de eliminação total, ou o acompanhamento é apenas qualitativo?

A posição do Movimento

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas acima são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990. Arte: MNDN

O MNDN quer registrar algo pouco comum nesta reportagem: reconhecimento pela transparência, e também pelo acompanhamento. Não é trivial um diretor do Ministério da Saúde admitir publicamente, em entrevista, que uma meta oficial do governo provavelmente não será cumprida, e é ainda mais raro que, 19 meses depois, seja possível checar essa mesma entrevista promessa por promessa e encontrar avanços reais, como a certificação do HIV e o lançamento do Programa Cuidar nos presídios. Isso é mais útil ao país do que um discurso genérico de otimismo, e merece ser dito. Mas reconhecimento não é ponto final. Nossa posição:

  • Transparência sobre limites exige plano sobre limites. Admitir que 3 doenças não serão eliminadas é o primeiro passo; o segundo é publicar o que muda no plano de ação para essas três, especificamente;
  • Sífilis congênita precisa de resposta emergencial. É a única das três com indicador em piora clara, e a causa raiz (pré-natal tardio ou ausente) tem solução conhecida e barata;
  • Diagnóstico tardio na hanseníase é falha de sistema, não do paciente. Mais de 10% dos casos novos já chegando com incapacidade grave exige revisão da busca ativa nos territórios de maior incidência;
  • Medir mais rápido o que já foi lançado. Um programa que só passa a contabilizar seus próprios resultados dois anos depois de anunciado, como o Programa Cuidar, corre o risco de repetir o mesmo problema de falta de indicador que o MNDN já apontou em outras doenças negligenciadas;
  • Admitir o determinante social exige agir sobre ele. Se o próprio Ministério diz que essas doenças são determinadas pela pobreza, a resposta não pode ficar restrita à pasta da Saúde, exige saneamento, moradia e renda, como o próprio programa Brasil Saudável já reconhece no papel.

É raro um governo dizer em voz alta que não vai cumprir uma meta que ele mesmo criou, e é mais raro ainda que essa mesma fala resista bem quando a gente confere, meses depois, o que de fato aconteceu. O HIV foi certificado, os presídios ganharam um programa novo. Isso merece reconhecimento. Mas o tracoma, que também tinha expectativa para 2025, ainda não saiu do papel, e é exatamente esse tipo de acompanhamento, promessa por promessa, que a sociedade civil precisa continuar fazendo.

João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN

Perguntas frequentes

Tuberculose, hanseníase e sífilis, segundo declaração de Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e IST do Ministério da Saúde, ao podcast Repórter SUS, da Fiocruz, em 13 de fevereiro de 2025.

Sim. A previsão de que o Brasil já havia atingido a meta de eliminação da transmissão vertical do HIV se confirmou: o país recebeu a certificação oficial da OPAS/OMS em dezembro de 2025. Já a expectativa de eliminar o tracoma em 2025 não se confirmou; o processo segue em curso até setembro de 2026.

Segundo o próprio Ministério da Saúde, porque são as três doenças mais antigas da lista e as mais fortemente ligadas aos determinantes sociais, dependendo mais de condições de vida, moradia e acesso a diagnóstico precoce do que de um novo medicamento.

Duas ações intersetoriais citadas na entrevista avançaram: o Programa Cuidar, lançado em abril de 2026 para a saúde prisional (onde a tuberculose tem incidência 28 vezes maior), e o Plano Ruas Visíveis, que mantém 337 equipes de Consultório na Rua atendendo população em situação de rua. A contabilização formal dos resultados do Programa Cuidar, porém, só começa em janeiro de 2027.

Fontes e referências

  • PASSOS, Juliana; LACERDA, Nara. Como está a situação do Brasil no combate a doenças ligadas à desigualdade social? Podcast Repórter SUS, Brasil de Fato/EPSJV-Fiocruz, 13 de fevereiro de 2025. brasildefato.com.br.
  • AGÊNCIA FIOCRUZ DE NOTÍCIAS. Repórter SUS: o Brasil vai vencer as doenças da negligência? agencia.fiocruz.br.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico de Tuberculose, número especial, 2025 (dados de 2024). gov.br/saude.
  • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS), via ALIANÇA CONTRA HANSENÍASE. OMS divulga dados globais sobre hanseníase no relatório epidemiológico 2025. aal.org.br.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico de Sífilis, número especial, outubro de 2025 (dados de 2024). gov.br/saude.
  • AGÊNCIA BRASIL. CNJ lança programa para ampliar acesso à saúde no sistema prisional. Abril de 2026. agenciabrasil.ebc.com.br.
  • PERFIL NEWS. Tuberculose ganha monitoramento mais estratégico com regionalização da saúde prisional. perfilnews.com.br.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: SUS realizou mais de 700 mil atendimentos. gov.br/saude.
  • UNICEF BRASIL / OPAS-OMS. OMS certifica Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV. Dezembro de 2025. unicef.org/brazil.

Nota de transparência: todos os dados numéricos citados nesta matéria têm fonte verificada indicada acima. A entrevista de Draurio Barreira é de 13 de fevereiro de 2025; os dados epidemiológicos de tuberculose, hanseníase e sífilis citados são dos boletins mais recentes disponíveis, com dados de 2024, e a checagem das promessas foi feita com as informações públicas disponíveis até a data de publicação desta reportagem, setembro de 2026.

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