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Financiamento de Pesquisa em Doenças Negligenciadas no Brasil: o Gráfico da Queda

📉 Financiamento de Pesquisa & Doenças Negligenciadas

Entre 2004 e 2020, o Brasil investiu US$ 230,9 milhões em pesquisa sobre doenças tropicais negligenciadas 16 anos de estagnação, uma queda de 57% em 2020 e um abismo de 148 vezes em relação aos Estados Unidos. Este é o gráfico que explica por que ainda não temos soluções melhores para quem mais precisa.

Esta reportagem tem cards interativos e gráficos de dados. Toque neles ao longo do texto para ver mais.

Todo remédio, toda vacina, todo teste rápido que hoje chega gratuitamente pelo SUS até quem tem hanseníase, Chagas ou esquistossomose começou do mesmo jeito: como uma linha de financiamento de pesquisa, aprovada ou negada num edital, ano após ano. O MNDN já mostrou, na Síntese das 10 Cartas, que o financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas caiu 73% entre 2019 e 2020. Esta reportagem vai atrás da série histórica completa por trás desse número 16 anos de dados oficiais que mostram não uma queda isolada, mas um padrão: dinheiro escasso, mal distribuído entre as doenças, e refém de qual partido governa no ano seguinte.

Pesquisador em laboratório de doenças tropicais analisando amostra ao microscópio
ciência que depende de financiamento contínuo. Foto: Manjurul

De onde vêm os números: o estudo que virou referência

A fonte central desta reportagem é um estudo publicado em março de 2023 na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, assinado por pesquisadoras e pesquisadores da Universidade de Brasília e do Ministério da Saúde. A equipe vasculhou o repositório oficial Pesquisa Saúde, mantido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde, e catalogou 1.158 estudos financiados entre 2004 e 2020 sobre 14 doenças tropicais negligenciadas presentes no Brasil, da dengue à hanseníase, da tuberculose à esquistossomose.

  • US$ 230,9 milhões investidos ao todo entre 2004 e 2020, em valores corrigidos pela paridade do poder de compra (PPP$, ano-base 2021);
  • 1.158 estudos financiados em 16 anos uma média de pouco mais de 72 pesquisas por ano em um país continental com mais de 20 doenças negligenciadas ativas;
  • Tendência estatisticamente estacionária: variação percentual anual de -5,7% (intervalo de confiança de 95%: -54,0% a 45,0%) ou seja, no melhor cenário, o financiamento não cresceu de forma consistente em quase duas décadas;
  • 2008 foi o ano de maior investimento: US$ 41,7 milhões PPP, quase um quinto (18,1%) de tudo que foi gasto no período inteiro;
  • 2006 foi o ano com mais estudos financiados: 167 pesquisas, 14,4% do total da série histórica.

O estudo analisou dados públicos e oficiais do Decit/Ministério da Saúde, cruzando ano de financiamento, gestão federal, tipo de doença, valor investido, fonte pagadora e tipo de pesquisa (biomédica, clínica, em serviços de saúde ou em saúde pública/populacional). Os valores foram corrigidos pelo IPCA do IBGE e convertidos para dólares de paridade do poder de compra, metodologia recomendada pelo Banco Mundial para comparações internacionais.

Os autores usaram regressão linear generalizada de Prais-Winsten para testar a tendência temporal do financiamento, e dividiram o período em seis gestões federais para medir o efeito de trocas de governo sobre o orçamento de pesquisa metodologia que permite afirmar, com rigor estatístico, que mudanças de gestão federal influenciaram significativamente o volume de recursos liberados (p < 0,05).

Fonte: Melo, G.B.T. et al. “Evolution of research funding for neglected tropical diseases in Brazil, 2004–2020”. PLOS Neglected Tropical Diseases, 17(3): e0011134, mar. 2023.

Para onde foi o dinheiro: biomedicina engoliu 82% dos recursos

Quando o financiamento existe, ele se concentra quase todo em um único tipo de pesquisa. Dos US$ 230,9 milhões investidos entre 2004 e 2020, 81,6% foram para pesquisa biomédica básica estudos de laboratório sobre mecanismos da doença, novos diagnósticos e tratamentos. Pesquisa clínica, que envolve pacientes diretamente, ficou com 11,3%. Pesquisa em saúde pública e populacional recebeu apenas 5,0%, e pesquisa sobre os próprios serviços de saúde a que avalia se o SUS está de fato entregando o que promete ficou com meros 2,1% do total.

Distribuição do financiamento por tipo de pesquisa (2004-2020)

Percentual do total de US$ 230,9 milhões investidos pelo Ministério da Saúde e parceiros em pesquisa sobre doenças negligenciadas.

Distribuição do financiamento por tipo: biomédica 81,6%, clínica 11,3%, saúde pública 5,0%, serviços de saúde 2,1%.

Fonte: Melo et al., PLOS Neglected Tropical Diseases (2023).

Isso significa que quase todo o esforço de pesquisa fica preso na etapa de entender a doença em laboratório e muito pouco chega a avaliar se o diagnóstico está disponível na ponta, se o tratamento está sendo bem administrado, ou se a vigilância epidemiológica está funcionando. É o mesmo padrão que o MNDN já apontou na matéria sobre resistência antimicrobiana: o Brasil frequentemente já tem a solução técnica o que falta é investimento em saber se ela está de fato chegando a quem precisa.

Pesquisadora preenchendo formulário de submissão de projeto para edital público de pesquisa em saúde
As três doenças que mais receberam financiamento .

Três doenças concentraram 60% do dinheiro e não são as mais mortais

Dengue, leishmaniose e tuberculose foram, juntas, responsáveis por 56,1% dos estudos financiados e 60,2% de todo o dinheiro investido em 16 anos: US$ 64,8 milhões para dengue, US$ 59,0 milhões para leishmaniose e US$ 38,0 milhões para tuberculose. São doenças relevantes, sem dúvida mas o problema é o que ficou de fora.

As três doenças que mais receberam financiamento (2004-2020)

Valores em milhões de dólares (PPP$, ano-base 2021) investidos pelo Ministério da Saúde e parceiros.

Financiamento por doença: dengue 64,8 milhões de dólares, leishmaniose 59,0 milhões, tuberculose 38,0 milhões.

Fonte: Melo et al., PLOS Neglected Tropical Diseases (2023).

👆 Toque aqui para ver quais doenças ficaram de fora mesmo tendo mais mortes e mais anos de vida perdidos do que as que receberam financiamento.

Ainda não revelado. Toque no card acima.

A queda mais brusca: 2020 e a pandemia

Se existe um ano que resume o padrão de descontinuidade denunciado pelo MNDN, é 2020. Segundo o estudo do Decit, o financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas registrou, naquele ano, a maior queda desde 2007: -57%. Um levantamento paralelo, feito pela organização internacional G-Finder que monitora investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento em saúde , mediu o mesmo fenômeno por outro ângulo e chegou a uma queda ainda mais severa: o Brasil investiu apenas US$ 3,8 milhões em pesquisa sobre doenças negligenciadas em 2020, 73% a menos do que em 2019.

  • -57% foi a queda no financiamento do Decit/Ministério da Saúde em 2020 a maior desde 2007, segundo o estudo da PLOS NTD;
  • -73% foi a queda medida pelo G-Finder no mesmo ano: de um valor próximo a US$ 14 milhões em 2019 para apenas US$ 3,8 milhões em 2020;
  • Em 2018, o investimento brasileiro já somava só US$ 3,5 milhões pelo G-Finder, 16,6% a menos que no ano anterior ou seja, a trajetória de queda já vinha antes da pandemia;
  • O motivo apontado pelos próprios pesquisadores: redirecionamento de dinheiro e equipes para o combate à Covid-19, um padrão que se repetiu em outros países, mas que no Brasil se somou a uma tendência de estagnação que já durava mais de uma década.

É esse duplo movimento queda estrutural de longo prazo mais choque agudo da pandemia que está por trás do número que o MNDN já usou na Síntese das 10 Cartas. Não foi um acidente de um único ano: foi o ponto mais baixo de uma curva que já vinha descendo.

Brasil x Estados Unidos: a escala do abismo

Para entender o tamanho do problema, é preciso olhar para fora. Em 2018, segundo o G-Finder, o Brasil investiu cerca de US$ 12 milhões em pesquisa e desenvolvimento para doenças negligenciadas o suficiente para ocupar a 3ª posição entre os países de renda baixa e média que mais investem no tema. Parece uma boa colocação, até comparar com quem está no topo.

  • Estados Unidos investiram US$ 1,779 bilhão em 2018 o país que mais investe em P&D para doenças negligenciadas no mundo;
  • Isso representa 148 vezes mais do que o investimento brasileiro no mesmo ano;
  • O financiamento global somado por todos os países, em 2017, alcançou US$ 4,05 bilhões, segundo a mesma organização;
  • Ainda assim, o Brasil é responsável por 90% da carga de doenças negligenciadas da América Latina e do Caribe, segundo pesquisadores da Fiocruz ou seja, o país mais afetado da região não é, nem de longe, o que mais investe em buscar soluções.
Ilustração representando disparidade de investimento em pesquisa entre países ricos e países de renda média
disparidade de investimento em pesquisa entre países ricos e países de renda média.

Depois de 2020: a ciência brasileira em montanha-russa

O quadro não parou em 2020. Nos anos seguintes, o orçamento federal de ciência, tecnologia e inovação no Brasil passou por uma sequência de altos e baixos que ajuda a explicar por que a promessa de recuperação ainda não chegou de forma estável à pesquisa em doenças negligenciadas.

2021 o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à ciência no país, chegou a 90%. O orçamento do CNPq, órgão que financia bolsas e projetos de pesquisa, ficou com menos de R$ 24 milhões disponíveis para fomento naquele ano valor irrisório para todo o sistema nacional de pós-graduação e pesquisa.

2021-2022 a comunidade científica conseguiu aprovar a Lei Complementar nº 177/2021, que proíbe o contingenciamento do FNDCT. A partir daí, o CNPq passou a projetar a injeção de R$ 1,3 bilhão do fundo na ciência brasileira no biênio 2022-2023.

2024-2025 o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) registrou o maior investimento da história do programa Pró-Infra, de recuperação de infraestrutura de laboratórios: R$ 1,5 bilhão em 2025, aplicados em 75 projetos e 42 instituições.

2025 apesar da recuperação da infraestrutura, o orçamento específico do CNPq para bolsas e fomento à pesquisa perdeu R$ 76,8 milhões na Lei Orçamentária, segundo análise da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

2026 a Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso reduziu a dotação da CAPES em 7,2% (-R$ 356,8 milhões) e a do CNPq em 7,1% (-R$ 132,6 milhões) em relação a 2025, com impacto concentrado justamente nas bolsas de pesquisa a linha orçamentária que sustenta boa parte dos estudos sobre doenças negligenciadas.

Fontes: Jornal da USP (out/2021 e mai/2022); SBPC (2025); Jornal O Futuro (jan/2026); Academia Brasileira de Ciências (dez/2025); MCTI/Anprotec (dez/2025).

O padrão que se repete é este: o dinheiro para grandes obras de infraestrutura científica volta a crescer, mas a linha orçamentária que paga bolsas, insumos de laboratório e projetos de pesquisa individuais exatamente o tipo de recurso que financia um estudo sobre resistência do Mycobacterium leprae em Goiás, ou sobre um novo diagnóstico para leishmaniose segue sendo tratada como despesa discricionária, sujeita a corte a qualquer sinal de aperto fiscal.

A geografia da negligência: onde se pesquisa não é onde se adoece

Há ainda uma camada geográfica nesse problema, já identificada pela literatura científica brasileira: a produção científica em ciências biomédicas está fortemente concentrada nos estados do Sudeste e do Sul, região que historicamente recebeu mais investimento em infraestrutura de laboratórios e pós-graduação. Enquanto isso, a carga de doenças negligenciadas e as mortes evitáveis que ela causa se concentra de forma desproporcional no Norte e no Nordeste.

  • Estima-se que até 10 mil brasileiros morram por ano em decorrência de alguma doença negligenciada, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, segundo levantamento da Fiocruz publicado pela Pesquisa FAPESP;
  • A produção científica em ciências biomédicas no Brasil está concentrada nos estados do eixo Sudeste-Sul, favorecidos por décadas de investimento histórico em infraestrutura laboratorial e pós-graduação um padrão descrito por pesquisadores como “distribuição territorial profundamente assimétrica”;
  • O estado de São Paulo, por determinação constitucional própria, garante 1% do PIB estadual para pesquisa um patamar de financiamento que nenhum outro estado brasileiro consegue reproduzir;
  • Esse descompasso repete, na ciência, o mesmo padrão de desigualdade regional que o MNDN já documentou no saneamento básico: o Sudeste tem quase 4 vezes mais cobertura de esgoto do que o Norte, e é exatamente essa geografia que concentra as doenças negligenciadas.

Nota de transparência: não existe, até a publicação desta reportagem, um levantamento público e detalhado do financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas por estado brasileiro. O padrão de concentração regional descrito acima é baseado em estudos sobre produção científica em ciências biomédicas de forma geral, não em dados de financiamento específico para DTNs por unidade da federação uma lacuna de transparência que o MNDN cobra no tópico seguinte.

Mapa do Brasil ilustrando desigualdade regional entre Norte, Nordeste e o eixo Sudeste-Sul em infraestrutura de pesquisa

Perguntas que o MNDN dirige ao poder público

  • Existe, hoje, algum levantamento oficial e público do financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas por estado ou região do Brasil, permitindo cruzar investimento com carga real da doença?
  • Como o Ministério da Saúde pretende romper o padrão identificado pelo estudo do Decit, em que trocas de governo alteram de forma estatisticamente significativa o volume de recursos para pesquisa em DTN?
  • Há previsão de proteger legalmente as bolsas de pesquisa e o fomento do CNPq e da CAPES contra cortes orçamentários, nos mesmos moldes da Lei Complementar 177/2021 que blindou o FNDCT?
  • Por que doenças com alta carga de mortalidade e anos de vida perdidos, como Chagas, esquistossomose e malária, seguem entre as menos financiadas, mesmo depois da publicação de estudos científicos que documentam esse desequilíbrio desde 2020?
  • Existe meta de recuperação, em valores reais, do patamar de investimento em pesquisa sobre doenças negligenciadas anterior à queda de 2020, considerando que o financiamento já era considerado insuficiente antes mesmo da pandemia?

A posição do Movimento

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas acima são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990. Arte: MNDN

O MNDN reconhece que o Brasil tem uma comunidade científica capaz e reconhecida internacionalmente na área de doenças negligenciadas, e que iniciativas como o PPSUS responsável por 62,7% dos estudos financiados no período analisado mostram que é possível fazer financiamento descentralizado funcionar. Mas isso não muda o fato central revelado pelos dados: em 16 anos, o Brasil não conseguiu construir uma trajetória de crescimento sustentado para essa pesquisa, e o pouco que existe está mal distribuído entre as doenças que mais matam. Nossa posição:

  • Financiamento protegido por lei para pesquisa em doenças negligenciadas, nos moldes da blindagem já conquistada pelo FNDCT, retirando essa pauta da esfera puramente discricionária de cada governo;
  • Redistribuição do financiamento por carga real de doença, corrigindo o desequilíbrio que hoje beneficia dengue, leishmaniose e tuberculose em detrimento de Chagas, esquistossomose, malária e taeníase/cisticercose;
  • Ampliação do financiamento para pesquisa em saúde pública e serviços de saúde, hoje somando apenas 7,1% do total, para que o Brasil saiba não só como a doença funciona, mas se o SUS está de fato entregando diagnóstico e tratamento a quem precisa;
  • Transparência regional obrigatória: publicação anual, por estado, do financiamento de pesquisa em doenças negligenciadas, permitindo o controle social sobre se o dinheiro chega onde a doença mais mata;
  • Recomposição, em valores reais, do patamar de investimento anterior a 2020, como piso mínimo, e não como teto a ser comemorado.

Um país não decide negligenciar uma doença numa única reunião. Decide devagar, todo ano, toda vez que um edital de pesquisa é cortado, adiado ou nunca é lançado de novo. O gráfico que este documento revela não é sobre dinheiro perdido no passado é sobre o remédio que ainda não existe porque a pesquisa que o criaria nunca foi financiada.

João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN

Perguntas frequentes sobre financiamento de pesquisa em DTN

Entre 2004 e 2020, o Ministério da Saúde e seus parceiros investiram US$ 230,9 milhões (valores de paridade do poder de compra) em 1.158 estudos sobre 14 doenças tropicais negligenciadas, segundo estudo publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases em 2023.

O financiamento do Ministério da Saúde para pesquisa em doenças negligenciadas caiu 57% em 2020, a maior queda desde 2007, principalmente por causa do redirecionamento de recursos e equipes para o combate à Covid-19. Um levantamento paralelo do G-Finder mediu uma queda ainda maior, de 73%, no mesmo ano.

Chikungunya, doença de Chagas, esquistossomose, malária e taeníase/cisticercose apresentam alta prevalência, carga de doença ou mortalidade no Brasil, mas ocupam posições baixas no ranking de financiamento do Ministério da Saúde, segundo o estudo da PLOS Neglected Tropical Diseases.

Em 2018, o Brasil investiu cerca de US$ 12 milhões em pesquisa sobre doenças negligenciadas, ocupando a 3ª posição entre países de renda baixa e média, segundo o G-Finder. No mesmo ano, os Estados Unidos investiram US$ 1,779 bilhão 148 vezes mais do que o Brasil.

Fontes e referências

  • MELO, G. B. T.; ANGULO-TUESTA, A.; SILVA, E. N. da; SANTOS, T. da S.; UCHIMURA, L. Y. T.; OBARA, M. T. Evolution of research funding for neglected tropical diseases in Brazil, 2004–2020. PLOS Neglected Tropical Diseases, 17(3): e0011134, mar. 2023. DOI: 10.1371/journal.pntd.0011134. journals.plos.org.
  • Orçamento para pesquisas sobre doenças negligenciadas encolhe no Brasil. Pesquisa FAPESP (republicado por Determinantes Sociais da Saúde/Fiocruz), 2023. dssbr.ensp.fiocruz.br.
  • Research budget for neglected diseases shrinks in Brazil. Pesquisa FAPESP (English edition). revistapesquisa.fapesp.br.
  • FONSECA, B. P.; ALBUQUERQUE, P. C.; ZICKER, F. Neglected tropical diseases in Brazil: lack of correlation between disease burden, research funding and output. Tropical Medicine & International Health, 25(11): 1373-84, 2020. DOI: 10.1111/tmi.13478.
  • Controle de doença negligenciada requer investimento social. Fiocruz Brasília. fiocruzbrasilia.fiocruz.br.
  • Fiocruz debate doenças negligenciadas e Agenda 2030. Portal Fiocruz, 2019. fiocruz.br.
  • Governo federal corta 87% dos recursos do FNDCT que seriam liberados para a ciência. Jornal da USP, out. 2021. jornal.usp.br.
  • R$ 9 bilhões para “impedir a morte da ciência brasileira”? Jornal da USP, mai. 2022. jornal.usp.br.
  • PLOA 2025: orçamento do MCTI cresce, mas CNPq perde R$ 76 milhões. SBPC. portal.sbpcnet.org.br.
  • Orçamento aprovado no Congresso para 2026 ameaça a continuidade da educação e produção científica. Jornal O Futuro, jan. 2026. jornalofuturo.com.br.
  • É preciso recompor o orçamento da pesquisa pública no Brasil. Academia Brasileira de Ciências, dez. 2025. abc.org.br.
  • MCTI consolida maior ciclo de investimentos em ciência e tecnologia desde o fim do contingenciamento do FNDCT. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, dez. 2025. gov.br/mcti.
  • Distribuição geográfica da produção e colaboração científica brasileira nas Ciências Biomédicas. Redalyc. redalyc.org.
  • A indústria da doença e a saúde em disputa no Brasil. Grupo Lomes de Comunicação, 2025. glomes.com.br.
  • MNDN Brasil. 10 Anos de Luta: o que avançou nas Doenças Negligenciadas (síntese das 10 Cartas do Fórum, 2016-2025). mndnbrasil.org.

Nota de transparência: todos os dados citados têm fonte verificada indicada acima. Onde não foi possível localizar dado público desagregado (como financiamento de pesquisa em DTN por estado brasileiro), isso é sinalizado explicitamente no corpo da reportagem, e tratado como lacuna de transparência do Estado, não como fracasso do movimento em apurar a informação.

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