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Vacina da Dengue Suspensa: Entenda a Crise da Butantan-DV no Brasil

💉 Vacina da Dengue: Aprovada, Aplicada, Suspensa

Vinte anos de pesquisa, a primeira vacina do mundo em dose única contra dengue, 100% desenvolvida no Brasil e, desde 8 de junho de 2026, parada. 42 eventos adversos, 2 mortes sob investigação, e nenhum prazo para retomada. O MNDN reconstrói a linha do tempo completa, os dados por trás da decisão, e o que está em jogo enquanto a apuração continua.

Esta reportagem tem cards interativos e gráficos de dados. Toque neles ao longo do texto para ver mais.

Em janeiro de 2026, o Brasil começou a aplicar a primeira vacina do mundo contra dengue em dose única, criada inteiramente por cientistas brasileiros no Instituto Butantan. Cinco meses depois, em 8 de junho, o Ministério da Saúde interrompeu a aplicação em todo o país. Não foi uma decisão política nem uma retirada definitiva foi o sistema de farmacovigilância fazendo exatamente o que deveria fazer diante de 42 relatos de reações graves, incluindo duas mortes ainda não esclarecidas. Passados quase dois meses da suspensão, ainda não há data para a investigação terminar. Esta reportagem reconstrói, com dados verificados, o que se sabe até agora e por que dengue, uma das doenças tropicais negligenciadas mais antigas do Brasil, segue sendo um teste real da capacidade do país de fazer ciência, regular com rigor e comunicar risco sem pânico nem negacionismo.

Anvisa formaliza, pela Portaria nº 715/2026, a criação de um Grupo de Trabalho e um Painel de Especialistas dedicados a aprofundar a investigação de segurança.

A linha do tempo completa

2016-2024 o Instituto Butantan conduz os ensaios clínicos de fase 3 da Butantan-DV, acompanhando mais de 16 mil voluntários residentes em 14 estados brasileiros ao longo de cinco anos. Resultados intermediários de 2 e 3,7 anos de acompanhamento são publicados no New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases.

Fevereiro de 2024 o estudo definitivo de eficácia e segurança é publicado no NEJM (Kallas et al.), confirmando os números que embasariam a aprovação regulatória.

26 de novembro de 2025 a Anvisa aprova a Butantan-DV para uso em pessoas de 12 a 59 anos, tornando-a a primeira vacina de dose única contra os quatro sorotipos da dengue aprovada no mundo.

19 de dezembro de 2025 Instituto Butantan e Ministério da Saúde assinam o contrato de fornecimento; as primeiras 300 mil doses são entregues à rede pública.

Janeiro de 2026 começa a vacinação, em projeto-piloto, em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Ceará, para o público de 15 a 59 anos.

Fevereiro de 2026 a campanha se expande para 1,2 milhão de profissionais de saúde da Atenção Primária em todo o país.

Até 30 de maio de 2026 cerca de 500 a 501 mil doses já haviam sido aplicadas.

8 de junho de 2026 o Ministério da Saúde anuncia a descontinuação temporária da estratégia de vacinação, após identificar 42 notificações de eventos adversos com sinais de alerta (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos), sendo 3 casos graves, incluindo 2 mortes sob investigação.

16 de junho de 2026 a Anvisa formaliza, pela Portaria nº 715/2026, a criação de um Grupo de Trabalho e um Painel de Especialistas dedicados a aprofundar a investigação de segurança.

2 de julho de 2026 a própria Anvisa publica nota desmentindo boatos de que a vacina seria “experimental”, reforçando que o registro seguiu todo o rito regulatório com base em 16 estudos de fase 1 e estudos de fase 2 e 3 envolvendo mais de 11 mil voluntários.

6 de julho de 2026 em entrevista durante o Fórum de Saúde da Amcham Brasil, o ministro Alexandre Padilha confirma que a investigação ainda não tem prazo de conclusão, e que a decisão sobre retomada inclusive a possibilidade de uso restrito a determinado público ou região depende do resultado da apuração conjunta entre Butantan, Ministério da Saúde e Anvisa.

Fontes: Agência Brasil, Ministério da Saúde, Anvisa, Instituto Butantan, Brasil247, O Tempo (compiladas na seção de referências).

O pano de fundo: a epidemia que a vacina tenta conter

Para entender o peso da decisão de suspender a vacina, é preciso lembrar de onde o Brasil partiu. Em 2024, o país viveu a pior epidemia de dengue de sua história: mais de 6,5 milhões de casos prováveis e cerca de 6 mil mortes. Foi nesse cenário de emergência sanitária que a aprovação da Butantan-DV, em novembro de 2025, foi recebida como um marco. Mas, entre a aprovação e a suspensão, a própria epidemia mudou de figura o que torna a avaliação de risco-benefício da vacina ainda mais delicada.

Casos e mortes por dengue no Brasil, 2024-2026

2026 refere-se ao acumulado até a semana epidemiológica 21 (30 de maio), comparado ao mesmo período dos anos anteriores.

2024: 6,5 milhões de casos, 6 mil mortes. 2025: 1,66 milhão de casos, 1.793 mortes. 2026 (até maio): 365 mil casos, 178 mortes.

Fontes: Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde; Agência Brasil; Poder360; Cofen (2026).

A queda é real e expressiva: entre 2024 e 2025, os casos caíram cerca de 75% e as mortes, 71%. Em 2026, até maio, a redução chegou a 94% nos casos e 97% nas mortes em relação ao mesmo período de 2024. Parte dessa queda reflete o ciclo natural da doença anos de epidemia extrema costumam ser seguidos por períodos de menor circulação viral, porque grande parte da população já foi infectada e ganhou imunidade parcial. Isso não invalida o valor da vacina, mas muda o cálculo de risco-benefício: quanto menor a circulação do vírus, maior o peso relativo de qualquer evento adverso grave na balança regulatória.

Onde a dengue mais pesa no Brasil

A epidemia nunca foi distribuída de forma uniforme pelo país. Em 2024, o ano mais grave da série histórica, a região Sudeste concentrou a maior parte absoluta dos casos, enquanto Sul e Centro-Oeste registraram os maiores coeficientes de incidência por habitante.

Distribuição regional dos casos de dengue, 2024

Casos prováveis por região em 2024, ano de maior epidemia da série histórica.

Sudeste: 3,8 milhões de casos. Sul: 1,1 milhão. Centro-Oeste: 600 mil. Nordeste: 321 mil. Norte: 48 mil.

Fonte: CNN Brasil, com base em dados do Ministério da Saúde (2024).

  • São Paulo isoladamente registrou 2,18 milhões de casos e mais de 1.100 mortes em 2024 mais de 25% de todas as mortes por dengue do país em um único estado;
  • O Distrito Federal teve um salto de 584% nos casos prováveis entre 2023 e 2024 (de 40.784 para 279.102 casos), com as mortes saltando de 14 para 440 no mesmo período;
  • Em 2025, a região Sudeste seguiu concentrando o maior volume, respondendo por 73,16% dos casos nacionais registrados até a 15ª semana epidemiológica;
  • Foi justamente em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Ceará que o projeto-piloto da Butantan-DV começou, em janeiro de 2026 ou seja, a vacina chegou primeiro onde a epidemia historicamente mais pesa.
A Butantan-DV não chegou ao SUS sem escrutínio.

O que a ciência mostrou antes da aprovação

A Butantan-DV não chegou ao SUS sem escrutínio. É uma vacina de vírus vivo atenuado, tetravalente (protege contra os quatro sorotipos da dengue), testada ao longo de cinco anos em mais de 16 mil voluntários de 14 estados brasileiros, com resultados publicados nas revistas mais rigorosas da medicina mundial.

  • 74,7% de eficácia geral contra dengue sintomática, no público de 12 a 59 anos;
  • 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme;
  • 100% de eficácia contra hospitalizações causadas pela doença;
  • Eficácia demonstrada tanto em pessoas que já haviam tido dengue quanto em quem nunca teve contato com o vírus uma vantagem importante frente à primeira vacina aprovada no país;
  • Resultados publicados no New England Journal of Medicine (Kallas et al., 2024) e, em análises intermediárias, na The Lancet Infectious Diseases.

👆 Toque aqui para entender por que a história da primeira vacina contra dengue aprovada no Brasil pesa tanto no debate de hoje.

Ainda não revelado. Toque no card acima.

Três vacinas, três histórias diferentes

Para entender o momento atual, ajuda comparar a Butantan-DV com as outras duas vacinas contra dengue já usadas no Brasil.

  • Dengvaxia (Sanofi, 2015): primeira aprovada no país, mas restrita a quem já teve dengue antes, depois que estudos mostraram risco aumentado de forma grave da doença em pessoas nunca expostas ao vírus o episódio ficou mundialmente conhecido após o escândalo de saúde pública nas Filipinas;
  • Qdenga (Takeda, 2023): aprovada pela Anvisa em março de 2023 e incorporada ao SUS em dezembro daquele ano, para pessoas de 4 a 60 anos, sem necessidade de exposição prévia ao vírus. Exige duas doses com intervalo de três meses e especialistas apontam que parte de quem recebe a primeira dose não retorna para completar o esquema. Segue em uso normal no Brasil, com compra de mais 18 milhões de doses garantida até 2027;
  • Butantan-DV (Instituto Butantan, 2025): primeira do mundo em dose única, 100% desenvolvida no Brasil, para pessoas de 12 a 59 anos, com o melhor perfil de eficácia contra hospitalização entre as três atualmente suspensa para investigação de segurança.
Profissional de saúde aplicando dose de vacina em posto de saúde do SUS
aplicação de vacina em Unidade Básica de Saúde do SUS. Fonte: Ministério da Saúde/Divulgação .

O que a suspensão significa e o que não significa

É importante separar dois planos que costumam se confundir no debate público: a suspensão não é uma retirada definitiva, e não anula a eficácia demonstrada nos ensaios clínicos. O Ministério da Saúde e a Anvisa classificam a medida como precaução dentro do processo padrão de farmacovigilância o monitoramento contínuo que qualquer vacina, medicamento ou tecnologia de saúde passa a receber assim que é usada em larga escala, fora do ambiente controlado de um ensaio clínico.

  • 501 mil doses foram aplicadas até a suspensão, majoritariamente em profissionais de saúde da Atenção Primária;
  • 42 notificações de eventos com sinais de alerta foram registradas dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos;
  • 3 casos foram classificados como graves, incluindo 2 mortes, ainda em investigação quanto à causalidade;
  • Essas manifestações são descritas pelo Ministério da Saúde como “eventos raros inesperados e incompatíveis” com o perfil de segurança observado durante o estudo clínico que embasou a aprovação ou seja, o sinal de alerta é justamente a diferença entre o que se viu no mundo real e o que se viu no ensaio controlado;
  • A decisão de suspender foi tomada em conjunto pelo Cifavi (Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos) e pela Ctai (Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização), com representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e especialistas independentes não foi uma decisão unilateral de um único órgão.

O debate que a suspensão reacendeu

A pausa na vacinação expôs uma tensão que atravessa o debate global sobre vacinas desde a pandemia de Covid-19: até que ponto questionar a segurança de um imunizante é ciência funcionando como deveria, e até que ponto vira munição para desinformação antivacina?

A leitura da precaução regulatória funcionando: especialistas em farmacovigilância e infectologia argumentam que a suspensão é, paradoxalmente, prova de que o sistema de vigilância brasileiro é robusto identificar sinais em 500 mil aplicações reais é exatamente o papel da farmacovigilância pós-comercialização, algo que não seria possível prever nos 16 mil voluntários do ensaio clínico. Médicos como o infectologista Leonardo Weissmann (USP) classificam a medida como incomum no cotidiano, mas prevista e correta.

A leitura crítica sobre debate público insuficiente: outra corrente, incluindo o conselheiro federal de Medicina Francisco Eduardo Cardoso Alves, argumenta que a Butantan-DV foi incorporada ao SUS sem debate público suficiente com presença de contraditório, e alerta para o risco de tratar todo questionamento técnico sobre segurança de vacinas como “desinformação” ou “negacionismo” o que, segundo essa visão, pode na verdade prejudicar a qualidade da informação disponível à população, em vez de protegê-la.

As duas posições não são mutuamente excludentes: é possível que o sistema de farmacovigilância esteja funcionando corretamente e que o debate público sobre a incorporação de novas vacinas ao SUS precise ser mais robusto e transparente antes da distribuição em massa. É essa a lacuna que o MNDN aponta na seção de posicionamento, mais adiante.

Fontes: Jornal do Campus (USP), Gazeta do Povo, A Gazeta (jun/jul 2026).

Uma vacina não precisa ser perfeita para salvar vidas precisa ser mais segura do que a doença que ela previne, e essa conta só se faz com transparência total sobre os dados, não com pressa para calar quem pergunta nem com pressa para descartar a tecnologia.

Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN)

O tamanho do investimento em jogo

A Butantan-DV é fruto de duas décadas de pesquisa pública brasileira, em parceria histórica com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID). A escala de produção planejada mostra o tamanho da aposta: o Instituto Butantan projetava disponibilizar mais de 30 milhões de doses até meados de 2026, e fechou parceria internacional com a empresa chinesa WuXi Vaccines para produzir 60 milhões de doses adicionais ao longo de dois anos, metade destinada ao Brasil. Toda essa capacidade de produção segue de pé mas as doses já fabricadas permanecem armazenadas na rede de frio do SUS, sem previsão de uso, enquanto a investigação não termina.

Perguntas que o MNDN dirige ao poder público

  • Existe cronograma público, ainda que estimado, para a conclusão da investigação sobre os eventos adversos da Butantan-DV, ou a promessa de “sem prazo” pode se estender indefinidamente?
  • Os resultados parciais da investigação mesmo antes da conclusão final estão sendo divulgados de forma acessível à população, ou apenas comunicados em entrevistas pontuais?
  • Como o Ministério da Saúde pretende garantir debate público mais amplo, com contraditório, antes da incorporação em massa de futuras tecnologias de saúde ao SUS, evitando repetir a lacuna apontada por parte da comunidade médica neste episódio?
  • Qual o impacto financeiro da paralisação para o Instituto Butantan e para o SUS, considerando os milhões de doses já produzidas e armazenadas sem uso?
  • Existe plano de comunicação de risco elaborado especificamente para evitar que a suspensão da Butantan-DV seja usada como munição por movimentos antivacina, sem com isso silenciar o questionamento técnico legítimo sobre segurança?

A posição do Movimento

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas acima são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990. Arte: MNDN

O MNDN reconhece que a Butantan-DV representa um marco genuíno: é ciência pública brasileira, de ponta, endereçando diretamente uma das doenças negligenciadas mais recorrentes e custosas do país. A capacidade de produzir uma vacina de dose única, com os melhores números de eficácia contra hospitalização já vistos, não deve ser descartada por causa de um episódio de farmacovigilância que é, em si, sinal de um sistema funcionando. Mas essa conquista não anula a responsabilidade de investigar rápido, comunicar com clareza, e evitar que a incerteza vire terreno fértil para desinformação de um lado, ou para minimização de riscos reais do outro. Nossa posição:

  • Investigação com prazo público e comunicado, mesmo que seja um prazo estimado e sujeito a revisão, para reduzir a incerteza que hoje alimenta especulação;
  • Transparência total dos dados de farmacovigilância, incluindo os 42 casos e os critérios técnicos usados para classificá-los, de forma acessível ao público leigo e não apenas a especialistas;
  • Debate público estruturado antes da incorporação em massa de novas tecnologias de saúde ao SUS, com espaço formal para questionamento técnico sem estigmatização automática;
  • Proteção do investimento público feito em duas décadas de pesquisa da Butantan-DV, garantindo que a paralisação temporária não se transforme, por falta de recursos ou prioridade política, em abandono do projeto;
  • Combate ativo à desinformação antivacina que tenta se apropriar do episódio, sem que isso signifique tratar toda pergunta legítima sobre segurança como má-fé.

A dengue é uma doença negligenciada há décadas no Brasil, e a vacina que promete mudar esse quadro não pode virar refém nem do silêncio da incerteza, nem do ruído da desinformação. O que o país precisa agora é da mesma coisa que sempre pedimos para as doenças esquecidas: dados públicos, prazo definido, e responsabilidade de quem decide.

João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN

Perguntas frequentes sobre a suspensão da vacina da dengue

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da Butantan-DV em 8 de junho de 2026, por precaução, após identificar 42 notificações de eventos adversos com sinais de alerta, sendo 3 casos graves, incluindo 2 mortes ainda sob investigação quanto à relação causal com a vacina.

Segundo o Ministério da Saúde, a medida não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento. Quem já foi vacinado segue protegido e continua sendo acompanhado pela vigilância epidemiológica.

Até 6 de julho de 2026, o Ministério da Saúde não havia estabelecido prazo para a conclusão da investigação nem para uma eventual retomada. A decisão pode incluir restrição a público ou região específicos, dependendo do resultado da apuração conduzida pela Anvisa e pelo Instituto Butantan.

Sim. A vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, continua disponível normalmente no SUS para o público de 4 a 60 anos, em esquema de duas doses. O Ministério da Saúde garantiu a compra de mais 18 milhões de doses da Qdenga até 2027.

Fontes e referências

  • KALLAS, E. G. et al. Live, Attenuated, Tetravalent Butantan-Dengue Vaccine in Children and Adults. New England Journal of Medicine, 390(5): 397-408, fev. 2024. DOI: 10.1056/NEJMoa2301790.
  • Instituto Butantan dará início à entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue ao Ministério da Saúde. Instituto Butantan, dez. 2025. butantan.gov.br.
  • Vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, é aprovada pela Anvisa. BVS Ministério da Saúde. bvsms.saude.gov.br.
  • Butantan antecipa entrega de 1,3 mi de vacinas contra dengue ao SUS. Agência Brasil, fev. 2026. agenciabrasil.ebc.com.br.
  • Ministério da Saúde descontinua temporariamente estratégia atual de vacinação do Butantan contra dengue. Ministério da Saúde, jun. 2026. gov.br/saude.
  • Anvisa cria grupo para investigar vacina da dengue do Butantan após mortes. Band, jun. 2026. band.com.br.
  • Vacina da dengue do Instituto Butantan NÃO é experimental. Anvisa, jul. 2026. gov.br/anvisa.
  • Padilha afirma que investigação vai definir uso seguro da vacina contra a dengue. Brasil 247, jul. 2026. brasil247.com.
  • Sem prazo, investigação mantém suspensa vacina do Butantan contra a dengue, diz ministro Padilha. O Tempo, jul. 2026. otempo.com.br.
  • Suspensão da vacina da dengue: medida de rotina ou alerta grave? Jornal do Campus (USP), jul. 2026. jornaldocampus.usp.br.
  • Caso da vacina da dengue mostra risco da censura a questionamentos sobre imunizantes. Gazeta do Povo, jun. 2026. gazetadopovo.com.br.
  • A vacina da dengue e a reputação do Instituto Butantan. A Gazeta, jun. 2026. agazeta.com.br.
  • Brasil fecha 2025 com 1,66 mi de casos e 1.793 mortes por dengue. Poder360, fev. 2026. poder360.com.br.
  • Brasil ultrapassa marca de um milhão de casos de dengue em 2025. Cofen. cofen.gov.br.
  • Saiba como fica a vacinação contra dengue após suspensão temporária da Butantan-DV. Cofen, jun. 2026. cofen.gov.br.
  • Casos de dengue em 2024 passam de 6,4 milhões; mortes somam 5,9 mil. Agência Brasil, jan. 2025. agenciabrasil.ebc.com.br.
  • Número de casos de dengue no Brasil passa de 6 milhões em 2024. CNN Brasil, jun. 2024. cnnbrasil.com.br.
  • Elements of misinformation in the public perception of the dengue vaccine in Brazil. PMC/NCBI. ncbi.nlm.nih.gov.
  • Monitoramento da Segurança da Vacina Dengue Atenuada Incorporada no Brasil, 2024. PMC/NCBI. ncbi.nlm.nih.gov.
  • Distribuição geográfica da dengue no Brasil (2020-2024). SEGS Seminário Estadual de Geografia da Saúde. portaleventos.uffs.edu.br.

Nota de transparência: os dados de casos e mortes por dengue variam ligeiramente entre boletins do Ministério da Saúde publicados em datas diferentes, pois números são atualizados conforme óbitos em investigação são confirmados ou descartados. Sempre que houve divergência entre fontes, esta reportagem priorizou o dado mais recente e consolidado disponível até a data de publicação, com a fonte específica indicada.

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