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Doença de Chagas no Norte de Minas: nasce a associação dos pacientes

🫀 Doença de Chagas & Participação Social no Norte de Minas

O Norte de Minas registrou 2.336 mortes por doença de Chagas entre 2015 e 2024, numa taxa quase três vezes maior que a média do estado. Enquanto Minas Gerais reduziu essas mortes em 25% na década, a região praticamente não saiu do lugar. Agora, as próprias pessoas afetadas decidiram se organizar: nasce a Associação de Pessoas Afetadas pela Doença de Chagas de Montes Claros e região, a APAPDC-MOC.

Esta reportagem tem cards interativos e um gráfico de dados. Toque neles ao longo do texto para ver mais.

Quase toda família do Norte de Minas tem uma história com o barbeiro: o avô que “tinha problema de coração”, a tia que fez exame e descobriu tarde, o inseto encontrado atrás do quadro da sala. A doença de Chagas foi descoberta nesta região, há mais de cem anos, e nunca foi embora dela. Os dados oficiais mostram que ela ainda mata aqui muito mais do que no resto de Minas. O que é novo é outra coisa: as pessoas que convivem com a doença decidiram parar de esperar e se organizar. Esta reportagem mostra o tamanho do problema, número por número, e por que uma associação de pessoas afetadas pode mudar o jogo no território.

Vista panorâmica de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, com prédios da área central e a serra ao fundo
Montes Claros, principal cidade do Norte de Minas e sede da nova associação, em 2014. Foto: Josue Marinho / Wikimedia Commons, licença CC BY 3.0.

A doença que nasceu no Norte de Minas

A doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi, um parasita microscópico transmitido principalmente pelas fezes do barbeiro (o inseto triatomíneo), mas também da mãe para o bebê durante a gestação, por transfusão de sangue e por alimentos contaminados. Depois de uma fase aguda, que muitas vezes passa despercebida, a infecção pode ficar silenciosa por décadas. O Ministério da Saúde estima que de 30% a 50% das pessoas infectadas vão desenvolver a forma cardíaca da doença, que provoca arritmias, insuficiência cardíaca e morte súbita.

👆 Toque aqui para descobrir em qual município do Norte de Minas a doença de Chagas foi descoberta.

Ainda não revelado. Toque no card acima.

Formas alongadas do parasita Trypanosoma cruzi entre glóbulos vermelhos em lâmina de sangue vista ao microscópio
O Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, entre glóbulos vermelhos numa amostra de sangue vista ao microscópio (aumento de 1.200 vezes). Foto: CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) / Wikimedia Commons, domínio público.

Uma região que ficou para trás

O MNDN cruzou os registros de óbito do Ministério da Saúde com a população do Censo 2022 para os 89 municípios da mesorregião Norte de Minas, conforme a divisão do IBGE. O resultado mostra uma desigualdade que raramente aparece nas manchetes:

  • 2.336 mortes por doença de Chagas no Norte de Minas entre 2015 e 2024, tendo a doença como causa básica do óbito (SIM/DATASUS);
  • 14,2 por 100 mil habitantes ao ano é a taxa média da região, contra 4,8 em Minas Gerais como um todo: quase três vezes mais;
  • 8% da população mineira vive no Norte de Minas, mas a região respondeu por 24% das mortes por Chagas do estado no período (2.336 de 9.862);
  • 70 dos 89 municípios da região têm taxa acima da média estadual, e 49 chegam a pelo menos o triplo dela;
  • 432 mortes só em Montes Claros, a maior cidade da região, na década.

Minas Gerais, por sua vez, é o estado brasileiro que mais registra mortes pela doença. Em todos os anos entre 2010 e 2019, ficou à frente de São Paulo, Goiás e Bahia no número absoluto de óbitos. Em 2019 foram 1.006 mortes mineiras, de um total nacional de 4.287, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

O estado avançou. O Norte de Minas ficou parado.

Mortes por doença de Chagas a cada ano, comparadas com 2015 (2015 = 100). Minas Gerais caiu de 1.116 para 842 óbitos (−25%); o Norte de Minas passou de 232 para 219 (−6%).

Mortes por Chagas, 2015 a 2024. Minas Gerais: 1.116, 1.120, 1.062, 1.005, 1.006, 996, 940, 904, 871 e 842. Norte de Minas: 232, 241, 204, 224, 233, 258, 236, 254, 235 e 219.

Fontes: Ministério da Saúde, SIM/DATASUS (óbitos por residência, CID-10 B57, dados finais 2015–2024); IBGE, mesorregião Norte de Minas. Índice calculado pelo MNDN sobre os números oficiais.

Considerando a média de 2015 a 2024, as maiores taxas de mortalidade por Chagas da região estão em municípios pequenos: Josenópolis (99,2 por 100 mil habitantes ao ano), Fruta de Leite (75,3), Padre Carvalho (75,1), Claro dos Poções (72,6) e Icaraí de Minas (70,2). Em todos eles, a taxa é mais de 14 vezes a média de Minas Gerais.

É preciso ler esses números com cuidado: em municípios com 4 mil a 11 mil habitantes, poucas mortes já elevam muito a taxa. Mas o padrão se repete em dezenas de cidades vizinhas, o que indica um problema regional, não um acaso estatístico.

Quer ver o seu município? O mapa interativo da campanha da APAPDC-MOC mostra os dados de cada um dos 140 municípios do Norte de Minas e do Jequitinhonha.

Fonte: SIM/DATASUS, 2015–2024, e IBGE, Censo 2022. Taxa calculada pelo MNDN: óbitos do período ÷ 10 anos ÷ população de 2022 × 100 mil.

O barbeiro ainda está dentro de casa

O Brasil avançou muito no controle do barbeiro nas últimas décadas, e isso é uma conquista real da saúde pública. Mas, no Norte de Minas, o inseto não sumiu. Pesquisadores que analisaram a vigilância de Montes Claros classificam a região como área de alto risco para a transmissão pelo vetor, ou para a volta dela dentro das casas:

  • 277 barbeiros, de oito espécies diferentes, foram recolhidos na área urbana de Montes Claros entre 2009 e 2019;
  • 46,2% deles estavam dentro das casas;
  • 6,9% dos insetos examinados estavam infectados pelo T. cruzi;
  • 1.404 barbeiros foram capturados em casas da zona rural do município entre 2015 e 2019.
Barbeiro, inseto triatomíneo transmissor da doença de Chagas, pousado sobre a pele humana
Barbeiro da espécie Triatoma infestans sobre a pele. Existem dezenas de espécies de barbeiro; em Montes Claros, a vigilância registrou oito delas. Foto: CDC / Organização Mundial da Saúde, via Wikimedia Commons, domínio público.

Um segundo estudo, publicado em 2024 com dados da zona rural do município, associou a presença do barbeiro a fatores como renda das famílias, condições da moradia, vegetação e desmatamento no entorno. Em outras palavras: a doença de Chagas segue o mapa da pobreza e das casas precárias.

Casa rural antiga de paredes de barro e telhado de telha colonial, cercada por mato, no interior de Minas Gerais
Casa rural antiga no distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto (MG). Moradias com paredes e telhados cheios de frestas oferecem esconderijo ao barbeiro, e por isso a melhoria habitacional faz parte do controle da doença. Foto: Tiago Macedo / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.

A maioria não sabe que tem

O traço mais cruel da doença de Chagas é o silêncio. Uma pessoa pode carregar o parasita por 20, 30 anos sem sintomas, e descobrir só quando o coração já está comprometido. O Ministério da Saúde estima que apenas 7% das pessoas com Chagas são diagnosticadas, e só 1% recebe o tratamento com o remédio contra o parasita.

  • 9,2% das 2.038 pessoas testadas numa triagem com exame de sangue em Espinosa e São Francisco, em 2019, tinham doença de Chagas, e nenhuma delas sabia (188 casos novos);
  • 1.959 pessoas com cardiopatia chagásica são acompanhadas pelo estudo SaMi-Trop em 21 municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha; em dois anos, 6,7% delas morreram;
  • 42% das pessoas notificadas com Chagas crônica no Brasil, no primeiro ano do registro nacional, já tinham alguma forma de doença do coração.

O SaMi-Trop é um centro de pesquisa em medicina tropical que reúne instituições de São Paulo e de Minas Gerais, com Montes Claros como centro de referência. Desde 2013, acompanha pessoas com a forma cardíaca da doença identificadas a partir de eletrocardiogramas feitos pela rede de telessaúde da atenção primária mineira.

Os participantes vivem em 21 municípios: 13 no Norte de Minas (entre eles São Francisco, Janaúba, Bocaiúva, Porteirinha e Brasília de Minas) e 8 no Vale do Jequitinhonha. O perfil revela quem a doença atinge: a maioria são mulheres de 50 a 74 anos, com baixa renda e pouca escolaridade, que sabem do diagnóstico há mais de dez anos.

Um achado importante para a região: quem já tinha recebido o tratamento com benznidazol teve menor mortalidade ao longo do acompanhamento.

Fontes: Cardoso et al., BMJ Open, 2016; Oliveira et al., Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, 2021.

Só desde 2020. A Portaria GM/MS nº 1.061, de 18 de maio de 2020, incluiu a doença de Chagas crônica na Lista Nacional de Notificação Compulsória. O formulário para registrar os casos, porém, só ficou disponível no e-SUS Notifica em janeiro de 2023.

No primeiro ano de registro (6 de janeiro de 2023 a 6 de janeiro de 2024), o país notificou 5.460 casos. Minas Gerais respondeu por 2.355 deles, 43% do total nacional, e também liderou o número de profissionais cadastrados para notificar. Os dados por município, no entanto, não são divulgados de forma aberta.

Fonte: Ministério da Saúde, Boletim Epidemiológico vol. 55, nº 8, abril de 2024.

Doença que ninguém procura, ninguém encontra. No Norte de Minas, a Chagas não é um problema do passado: é um problema que ficou sem quem o nomeasse.

Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN)

Quando as pessoas afetadas se organizam

Logo da APAPDC-MOC, associação criada por pessoas que convivem com a doença de Chagas em Montes Claros e região. Arte: APAPDC-MOC.

É nesse cenário que nasce a Associação de Pessoas Afetadas pela Doença de Chagas de Montes Claros e região (APAPDC-MOC). A proposta é dar voz a quem vive com a doença, combater o desconhecimento, aproximar a comunidade dos serviços de saúde e ampliar a atenção à Chagas no Norte de Minas. A associação está em construção, e o próximo passo é o registro oficial em cartório, que transforma o grupo em instituição.

A experiência mostra que esse caminho funciona. A primeira associação de pessoas com Chagas do mundo foi criada em Recife, em 1987. Em 2010 nasceu a Federação Internacional de Associações de Pessoas Afetadas pela Doença de Chagas (FINDECHAGAS), que hoje reúne cerca de 30 associações em cinco continentes. A mobilização dessas pessoas, com parceiros nacionais e internacionais, foi decisiva para que a Assembleia Mundial da Saúde criasse, em 2019, o Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril.

O que a região ganha com pessoas afetadas organizadas

  • Encontrar quem ainda não sabe: quando um caso é confirmado, examinar a família revela outros. Na busca ativa registrada nas notificações, cerca de 30% dos familiares examinados tiveram a doença confirmada. Quem vive com Chagas sabe onde estão os parentes e vizinhos que nunca fizeram o exame;
  • Voz nos conselhos de saúde: a Lei nº 8.142/1990 garante aos usuários metade das vagas nos conselhos e conferências de saúde. Uma associação registrada pode disputar esses assentos e levar a Chagas para a pauta onde o orçamento é decidido;
  • Cobrar o tratamento que já existe: o benznidazol é ofertado pelo SUS, mas só 1% das pessoas com a doença recebe o tratamento. Pacientes informados pedem o exame, o remédio e o acompanhamento;
  • Proteger as próximas gerações: em 2022 o Brasil assinou o Pacto Nacional para a Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis, Hepatite B e Doença de Chagas. Tratar mulheres com Chagas previne a transmissão para os bebês que elas terão;
  • Ponte com a ciência: a região tem um dos maiores estudos do mundo sobre a doença. Uma associação pode fazer o conhecimento produzido pelo SaMi-Trop chegar de volta às comunidades;
  • Acolhimento contra o estigma: o diagnóstico de Chagas ainda carrega medo e preconceito. Um espaço de quem passa pela mesma situação reduz o isolamento e ajuda a pessoa a seguir o tratamento.

Perguntas que o MNDN dirige ao poder público

  • Por que os dados de notificação de doença de Chagas crônica por município não são publicados de forma aberta, se a notificação é obrigatória desde 2020?
  • Quantas pessoas com Chagas crônica estão em acompanhamento na atenção primária de cada município do Norte de Minas, e quantas receberam tratamento com benznidazol?
  • Qual é o plano da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para reduzir a mortalidade por Chagas no Norte de Minas, onde a taxa é quase três vezes a média estadual?
  • Quantos municípios da região mantêm vigilância entomológica ativa, com recolhimento e exame dos barbeiros encontrados pelos moradores?
  • Como a meta do Pacto Nacional pela eliminação da transmissão vertical está sendo aplicada no Norte de Minas, com testagem de gestantes e de mulheres em idade fértil?
  • Haverá espaço garantido para as pessoas afetadas pela doença nos conselhos municipais e no conselho estadual de saúde, como prevê a Lei nº 8.142/1990?

A posição do Movimento

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas acima são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990. Arte: MNDN

O Brasil tem conquistas reais contra a doença de Chagas: o controle do barbeiro reduziu drasticamente a transmissão, o SUS oferece diagnóstico e tratamento, a doença crônica passou a ser notificada em 2020 e o país assumiu o compromisso de eliminar a transmissão de mãe para filho. Mas essas conquistas não chegaram por igual a todo o território. No Norte de Minas, a mortalidade quase não caiu em dez anos, o barbeiro segue sendo encontrado dentro das casas e a maioria das pessoas infectadas continua sem diagnóstico. Nossa posição:

  • Dados abertos por município: publicação das notificações de Chagas crônica por município, para que gestores e sociedade saibam onde estão as pessoas a serem cuidadas;
  • Busca ativa como rotina: exame dos familiares de cada caso confirmado, com apoio das equipes de Saúde da Família e dos agentes comunitários;
  • Tratamento que chegue a quem precisa: ampliação do acesso ao benznidazol e ao acompanhamento cardiológico na própria região, sem deslocamentos longos;
  • Vigilância do barbeiro fortalecida: postos de recebimento de insetos e resposta rápida às notificações dos moradores em todos os municípios;
  • Melhoria habitacional: inclusão das moradias precárias de áreas endêmicas em programas de reforma e habitação;
  • Pessoas afetadas na mesa de decisão: apoio à formalização da APAPDC-MOC e garantia de participação nos conselhos de saúde.

A doença de Chagas foi descoberta no Norte de Minas há mais de um século, e ainda é aqui que ela mais mata no estado. Não falta ciência, falta chegar a quem precisa. Quando as pessoas afetadas se organizam, elas deixam de ser estatística e passam a ser quem cobra, orienta e encontra os casos que o sistema não vê. O MNDN está ao lado da APAPDC-MOC.

João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN

Perguntas frequentes sobre a doença de Chagas no Norte de Minas

Sim. Entre 2015 e 2024, o Norte de Minas registrou 2.336 mortes por doença de Chagas, uma taxa média de 14,2 por 100 mil habitantes ao ano, quase três vezes a média de Minas Gerais. Barbeiros infectados ainda são encontrados dentro de casas, inclusive na área urbana de Montes Claros.

Pelo exame de sangue (sorologia), feito pelo SUS. Procure a unidade básica de saúde, principalmente se você já morou em casa com barbeiro, se tem parente com Chagas ou se sua mãe tem a doença. A infecção pode ficar décadas sem sintomas.

Sim. O SUS oferece o benznidazol, remédio contra o parasita, além do acompanhamento do coração e do sistema digestivo. Na coorte SaMi-Trop, no Norte de Minas, quem já tinha feito o tratamento teve menor mortalidade. Tratar mulheres também previne a transmissão para os bebês.

É a Associação de Pessoas Afetadas pela Doença de Chagas de Montes Claros e região, formada por quem convive com a doença. Ela busca dar voz às pessoas afetadas e aproximá-las dos serviços de saúde. Para participar, entre no grupo da associação no WhatsApp ou siga o perfil @apapdcmoc no Instagram.

Fontes e referências

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM): óbitos por residência, Minas Gerais, CID-10 B57 (doença de Chagas), 2015–2024. DATASUS/TabNet, dados finais, consulta em 30/09/2026. tabnet.datasus.gov.br.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Óbitos e coeficiente de mortalidade por doença de Chagas, segundo UF de residência. Brasil, 2010 a 2019. gov.br/saude.
  • IBGE. Censo Demográfico 2022: população residente (Tabela 4709) e malha da mesorregião Norte de Minas. sidra.ibge.gov.br.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico vol. 55, nº 8: Análise descritiva de um ano de implementação da notificação de doença de Chagas crônica no Brasil. SVSA, 16 abr. 2024. gov.br/saude.
  • CAMPOS, M. C. O. A. et al. Occurrence and spatial distribution of triatomines (Hemiptera: Reduviidae) in the urban area of the municipality of Montes Claros, Northern Minas Gerais, Brazil. Zoonoses and Public Health, v. 69, n. 2, p. 83–94, 2022. doi.org/10.1111/zph.12897.
  • GONÇALVES, T. S. et al. Socio-environmental factors associated with the occurrence of triatomines (Hemiptera: Reduviidae) in an endemic municipality in northern Minas Gerais, Brazil. Zoonoses and Public Health, v. 71, n. 1, p. 34–47, 2024. doi.org/10.1111/zph.13081.
  • CRUZ, D. S. et al. Serological screening for Chagas disease in an endemic region of Northern Minas Gerais, Brazil: the SaMi-Trop project. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 63, e67, 2021. doi.org/10.1590/S1678-9946202163067.
  • CARDOSO, C. S. et al. Longitudinal study of patients with chronic Chagas cardiomyopathy in Brazil (SaMi-Trop project): a cohort profile. BMJ Open, v. 6, n. 5, e011181, 2016. doi.org/10.1136/bmjopen-2016-011181.
  • OLIVEIRA, C. D. L. et al. Cohort profile update: the main and new findings from the SaMi-Trop Chagas cohort. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 63, e75, 2021. doi.org/10.1590/S1678-9946202163075.
  • OLIVEIRA JUNIOR, W. A. et al. How people affected by Chagas disease have struggled with their negligence: history, associative movement and World Chagas Disease Day. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v. 117, e220066, 2022. doi.org/10.1590/0074-02760220066.
  • KROPF, S. P.; LIMA, N. T. The 14th of April, Past and Present. Tropical Medicine and Infectious Disease, v. 5, n. 2, 100, 2020. doi.org/10.3390/tropicalmed5020100.
  • BRASIL. Portaria GM/MS nº 1.061, de 18 de maio de 2020. Inclui a doença de Chagas crônica na Lista Nacional de Notificação Compulsória. Via CONASS Informa nº 242/2020. conass.org.br.
  • BRASIL. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS. planalto.gov.br.

Créditos das imagens: vista de Montes Claros, por Josue Marinho (CC BY 3.0); Trypanosoma cruzi em lâmina de sangue e barbeiro Triatoma infestans, ambos do CDC (domínio público); casa rural em São Bartolomeu (MG), por Tiago Macedo (CC BY-SA 3.0). Todas via Wikimedia Commons. Logo da APAPDC-MOC cedida pela associação.

Nota de transparência: todos os dados citados têm fonte verificada indicada acima. As somas por região, as taxas por 100 mil habitantes e o índice do gráfico foram calculados pelo MNDN a partir dos dados oficiais do SIM/DATASUS e do IBGE; a taxa usa a população do Censo 2022 como base para todo o período. “Norte de Minas” corresponde aos 89 municípios da mesorregião do IBGE. Procuramos o número de pessoas notificadas com Chagas crônica em cada município da região, mas esse dado não é publicado de forma aberta pelo Ministério da Saúde: registramos aqui a lacuna em vez de estimar.

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