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Cartilha do MNDN Explica Patentes de Remédios em Linguagem Simples

📖 Lançamento: Cartilha Educativa do MNDN

O MNDN lança “Patentes, Remédios e Doenças Negligenciadas”, uma cartilha ilustrada que traduz, em linguagem simples e com exemplos do dia a dia, um assunto que decide quem tem acesso a tratamento no Brasil. Leia online ou baixe o PDF completo.

Esta reportagem tem cards interativos e um PDF incorporado. Toque neles ao longo do texto para ver mais.

Patente de remédio é um daqueles assuntos que parecem existir só para especialista entender. Mas foi exatamente esse assunto que decidiu, na prática, se o Brasil conseguiu fabricar remédio contra Aids na década de 1990, e é o mesmo assunto que explica por que, em 2011, faltou tratamento para doença de Chagas no país inteiro. O MNDN acaba de lançar uma cartilha ilustrada, em PDF, que pega essa história (contada originalmente pela química Eloan Pinheiro em uma palestra técnica) e traduz para uma linguagem que qualquer liderança, apoiador ou apoiadora do movimento consegue entender de primeira.

Capa da cartilha Patentes, Remédios e Doenças Negligenciadas, do MNDN
Capa da cartilha “Patentes, Remédios e Doenças Negligenciadas”, lançada pelo MNDN em setembro de 2026.

Por que fizemos essa cartilha

Em 4 de setembro de 2026, o MNDN acompanhou e apurou uma palestra da química Eloan dos Santos Pinheiro, ex-diretora do laboratório público Farmanguinhos (Fiocruz), sobre política industrial farmacêutica e patentes. Publicamos uma matéria completa sobre o assunto, “Eloan Pinheiro e a Soberania Farmacêutica: Por Que o Brasil Ainda Importa US$ 14,2 Bi em Remédios”, com todos os dados, gráficos e fontes verificadas.

Só que sabemos, por experiência de quem está na ponta com as comunidades, que um texto cheio de termos técnicos (patente de processo, insumo farmacêutico ativo, verticalização) não chega, na prática, para boa parte de quem mais precisa entender esse assunto. E esse é justamente o problema que queremos resolver: informação que não circula não vira força política.

Não exatamente. A cartilha usa a mesma base de apuração e os mesmos fatos verificados da matéria, mas foi inteiramente reescrita do zero, com analogias do dia a dia (como a comparação entre patente e uma receita de bolo), ilustrações próprias, um glossário ilustrado e até uma poesia autoral sobre doenças negligenciadas. É um material pensado para ser lido, entendido e repassado adiante, coisa que um texto jornalístico mais denso nem sempre permite.

Leia ou baixe a cartilha completa

Patentes, Remédios e Doenças Negligenciadas

26 páginas, ilustradas, em linguagem acessível. Você pode ler direto aqui embaixo ou baixar o PDF para guardar e compartilhar.

Baixar PDF da cartilha

O que você vai encontrar lá dentro

Sem entregar tudo de uma vez (o melhor é ler com calma), aqui vai um mapa do que está na cartilha:

O que é patente, afinal

Explicado com a analogia de uma receita de bolo, sem juridiquês.

Por que remédio genérico é mais barato

Com números reais de casos que já aconteceram no Brasil.

A ligação com doenças negligenciadas

Por que o mercado ignora certas doenças, e o que isso custa na prática.

Glossário ilustrado e uma poesia autoral

Termos técnicos traduzidos, e uma poesia inédita sobre doenças negligenciadas.

👆 Toque aqui para ver os números da cartilha em um clique.

Ainda não revelado. Toque no card acima.

Por que isso importa: saber para lutar

Existe uma ideia simples por trás desta cartilha, e ela está na Lei nº 8.142/1990: a população tem o direito de participar, acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de saúde. Isso se chama controle social. Só que controle social sem informação acessível não funciona: ninguém consegue cobrar, participar ou pressionar por algo que não entende.

É por isso que o MNDN entende produzir conhecimento como parte central da sua luta, não como um “extra” antes da ação de verdade. Uma comunidade que entende por que um remédio está caro, por que uma doença foi esquecida pelo mercado, ou por que o Brasil um dia conseguiu fabricar remédio sem depender de ninguém, é uma comunidade mais forte para cobrar, cada uma no seu espaço: no posto de saúde, no conselho municipal, na conversa com o vereador, na roda de conversa da comunidade.

Informação acessível também é uma ferramenta de luta. Ela é o primeiro passo antes de qualquer cobrança.

Trecho da cartilha “Patentes, Remédios e Doenças Negligenciadas”

A cartilha também traz, na própria conclusão, uma poesia autoral sobre hanseníase, tuberculose, doença de Chagas e filariose, escrita para lembrar que por trás de cada dado técnico existem histórias e pessoas reais. Se você ainda não leu a apuração original sobre a palestra de Eloan Pinheiro, com os gráficos e todas as fontes verificadas, ela está disponível na íntegra em “Eloan Pinheiro e a Soberania Farmacêutica”.

Perguntas que o MNDN dirige ao poder público

  • Existe, hoje, alguma política pública de tradução de informações técnicas de saúde (como propriedade intelectual e política industrial farmacêutica) para linguagem acessível à população em geral?
  • Como o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Saúde avaliam a produção de materiais educativos por movimentos sociais como parte do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990?
  • Há algum programa de apoio ou fomento à produção de material educativo sobre doenças negligenciadas voltado para lideranças comunitárias e agentes de saúde?

A posição do Movimento

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas acima são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990.

Para o MNDN, controle social começa antes da cobrança formal: começa na hora em que uma informação técnica, antes restrita a especialistas, passa a ser entendida por quem vive a consequência dela no dia a dia. É por isso que consideramos essa cartilha um passo tão importante quanto qualquer ofício institucional. Nossa posição:

  • Conhecimento como direito: toda pessoa afetada por uma política pública de saúde tem o direito de entender, em linguagem acessível, como essa política funciona e por que ela é decidida daquela forma;
  • Produção contínua de material educativo: o MNDN seguirá produzindo cartilhas, matérias e materiais que traduzam temas técnicos de saúde pública para o maior número possível de pessoas;
  • Controle social começa na base: incentivamos cada liderança e apoiador a usar este material em suas próprias comunidades, replicando o conhecimento e fortalecendo a participação social em cada território.

Uma comunidade que entende o problema é uma comunidade mais forte para exigir a solução. Esta cartilha é o nosso jeito de colocar esse conhecimento ao alcance de todos.

João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, autor da cartilha

Perguntas frequentes sobre a cartilha

Sim, totalmente gratuita. Você pode lê-la direto nesta página ou baixar o PDF completo, sem nenhum custo.

Pode, e é exatamente para isso que ela foi feita. Compartilhe o link, envie o PDF por WhatsApp, imprima para uma reunião ou oficina. Quanto mais gente tiver acesso, melhor.

Não precisa. A cartilha foi escrita para ser entendida sozinha, sem pré-requisitos. Mas se você quiser se aprofundar nos dados, gráficos e fontes completas por trás do assunto, vale a pena ler também a matéria original.

Essa é a ideia. Esta é a primeira de uma série de materiais educativos que o MNDN pretende produzir sobre temas de saúde pública que afetam diretamente pessoas com doenças negligenciadas.

Fontes e referências

  • MNDN. Patentes, Remédios e Doenças Negligenciadas (cartilha em PDF). Setembro de 2026. mndnbrasil.org.
  • MNDN. Eloan Pinheiro e a Soberania Farmacêutica: Por Que o Brasil Ainda Importa US$ 14,2 Bi em Remédios. Setembro de 2026. mndnbrasil.org.
  • BRASIL. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 (participação da comunidade na gestão do SUS e controle social). planalto.gov.br.

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