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Resistência Antimicrobiana: a “Pandemia Silenciosa” que Ameaça o Tratamento de Doenças Negligenciadas no Brasil

🦠 Resistência Antimicrobiana & Doenças Negligenciadas

Uma “pandemia silenciosa” que já mata mais de 1,2 milhão de pessoas por ano no mundo está corroendo por dentro o tratamento de doenças negligenciadas como hanseníase e tuberculose no Brasil, os mesmos remédios usados há mais de 40 anos começam a falhar, e a razão tem nome: uso irracional de antibióticos.

Esta reportagem tem cards interativos e gráfico de dados. Toque neles ao longo do texto para ver mais.

Existe uma conta que raramente aparece nas manchetes: todos os anos, mais de 1,2 milhão de pessoas morrem no mundo porque um antibiótico que deveria funcionar simplesmente não funciona mais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já chama isso de “pandemia silenciosa” silenciosa porque não tem data de início, não tem um vírus único, não estampa boletins diários. Mas ela já é uma das dez maiores ameaças à saúde pública do planeta, e para o universo das doenças negligenciadas o alerta é ainda mais urgente: são justamente os medicamentos mais antigos, mais baratos e mais usados por populações vulneráveis como os da hanseníase e da tuberculose os primeiros a perder eficácia.

Técnico de laboratório analisando cultura de bactérias em placa de Petri para teste de sensibilidade a antibióticos
análise de antibiograma em laboratório de microbiologia, mostrando discos de antibiótico sobre cultura bacteriana. Foto: Manjurul

O que é a resistência antimicrobiana, em termos simples

Resistência antimicrobiana (RAM) é o nome técnico para um processo evolutivo: bactérias, fungos, vírus e parasitas se adaptam e deixam de responder a medicamentos que antes os controlavam. Quando um antibiótico é usado, ele mata os micro-organismos sensíveis mas os poucos que já carregam uma mutação de defesa sobrevivem, se multiplicam e passam a dominar a população. Quanto mais um antimicrobiano é usado de forma errada dose incompleta, automedicação, prescrição desnecessária mais rápido esse processo de seleção acontece.

A resistência não fica isolada em UTIs. Bactérias resistentes circulam entre pessoas, animais e o meio ambiente um ciclo que a OMS, a FAO (alimentação e agricultura) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) chamam de Uma Só Saúde (One Health). Restos de antibióticos descartados de forma incorreta contaminam rios e solo; animais de criação tratados com antimicrobianos podem transmitir cepas resistentes a quem consome ou manipula esses alimentos; e pessoas que viajam ou circulam entre regiões levam essas bactérias consigo, muitas vezes sem apresentar nenhum sintoma.

É por isso que nenhum plano de combate à RAM que trate apenas da prescrição médica em hospitais resolve o problema sozinho e é também por isso que a resistência acaba batendo primeiro nas doenças que já são negligenciadas: elas dependem de poucos medicamentos, usados há décadas, muitas vezes sem alternativa terapêutica pronta.

Os números que a OMS classifica como alarmantes

O retrato mais recente vem do relatório global de vigilância da OMS, o GLASS (Global Antimicrobial Resistance and Use Surveillance System), atualizado em 2025. Segundo a organização, uma em cada seis infecções bacterianas confirmadas em laboratório entre 2018 e 2023 já apresentava resistência a antibióticos. A estimativa mais citada globalmente é de que a RAM bacteriana foi diretamente responsável por 1,27 milhão de mortes em 2019 e esteve associada a 4,95 milhões de óbitos naquele mesmo ano. Se a trajetória atual não for revertida, a projeção da OMS é de até 10 milhões de mortes por ano até 2050 um número que ultrapassaria o câncer como principal causa de morte no mundo.

  • 1,27 milhão de mortes diretas por ano no mundo, atribuídas à resistência antimicrobiana bacteriana (OMS, dado de 2019, atualizado em nov/2023);
  • 4,95 milhões de mortes associadas à RAM no mesmo período ou seja, casos em que a resistência não foi a causa direta, mas contribuiu decisivamente para o óbito;
  • 10 milhões de mortes/ano até 2050 é a projeção da OMS caso nada mude, superando o câncer;
  • US$ 412 bilhões por ano é o custo estimado só para tratar infecções bacterianas resistentes até 2035, segundo o Global Leaders Group on Antimicrobial Resistance (GLG), ligado à ONU fora US$ 443 bilhões/ano em perdas de produtividade;
  • Até 24 milhões de pessoas podem ser empurradas para a pobreza extrema até 2030 por causa do impacto econômico da RAM, segundo estimativa citada pela Anvisa.

Projeção de mortes anuais atribuídas à resistência antimicrobiana

Comparação entre a mortalidade direta registrada em 2019 e a projeção da OMS para 2050 caso não haja mudança de rumo.

Mortes diretas por RAM em 2019: 1,27 milhão. Mortes associadas em 2019: 4,95 milhões. Projeção para 2050: 10 milhões por ano.

Fontes: OMS (nov/2023); Medicina S/A (nov/2025); Instituto CCIH+ (2026).

👆 Toque aqui para ver como o Brasil está (ou não está) monitorando essa resistência dentro dos hospitais do SUS.

Ainda não revelado. Toque no card acima.

Balcão de farmácia com caixas de antibióticos e atendente entregando medicamento a um cliente
venda de antibióticos e a exigência de receita médica.

A ponte direta com as doenças negligenciadas

É aqui que o tema deixa de ser abstrato para o MNDN. Diferente de doenças com múltiplas linhas de tratamento e indústria farmacêutica disputando o mercado, boa parte das doenças negligenciadas depende de um punhado de medicamentos antigos, desenvolvidos há décadas, sem substitutos prontos na prateleira. Quando a resistência avança sobre esse arsenal limitado, não sobra plano B.

  • Hanseníase: o tratamento padrão a poliquimioterapia com rifampicina, dapsona e clofazimina é essencialmente o mesmo há mais de 40 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), o uso prolongado do mesmo esquema fez crescer os relatos de resistência antimicrobiana nos últimos anos; o Brasil registra cerca de 22 mil novos casos de hanseníase por ano e a doença integra a lista de 20 doenças negligenciadas da OMS, que afetam mais de 1 bilhão de pessoas no mundo;
  • Tuberculose: a resistência à rifampicina e à isoniazida os dois pilares do tratamento básico já é apontada pela literatura científica como o principal marcador de tuberculose multirresistente (MDR-TB) no Brasil, com aumento identificado sobretudo em centros urbanos entre 2019 e 2025. Para casos resistentes ou pré-extensivamente resistentes (pré-XDR), o Ministério da Saúde passou a recomendar o esquema BPaL (bedaquilina, pretomanida e linezolida), com 6 meses de duração um avanço, mas que exige diagnóstico molecular rápido nem sempre disponível em todas as regiões;
  • Vigilância estadual já capta o problema: um boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Goiás (2025) monitorou de 2019 a 2025 a resistência do Mycobacterium leprae, bactéria causadora da hanseníase, a três medicamentos-chave rifampicina, dapsona e ofloxacino em pacientes do estado, evidenciando que o monitoramento molecular da resistência já é tecnicamente possível, mas ainda restrito a poucas unidades da federação.

A hanseníase carrega três fatores que a tornam especialmente exposta: primeiro, o esquema terapêutico não muda desde a década de 1980; segundo, o diagnóstico tardio comum em razão do estigma da doença prolonga o tempo em que a bactéria circula e se multiplica no organismo antes do início do tratamento; terceiro, o abandono de tratamento, também associado ao preconceito social, favorece exatamente o mecanismo que gera resistência: exposição incompleta ao medicamento.

O Ministério da Saúde já incorporou ao SUS testes de biologia molecular (qPCR) para investigar resistência antimicrobiana em casos de hanseníase, um avanço técnico relevante mas a cobertura desse tipo de teste ainda é desigual entre estados, repetindo o padrão de desigualdade regional já identificado em outras doenças negligenciadas.

Profissional de saúde realizando teste molecular em amostra biológica para investigação de hanseníase
profissional de laboratório manuseando amostras para teste de biologia molecular (qPCR), usado na investigação de resistência em hanseníase. Foto: Fernanda Bassette, da Agência Fapesp

O fator humano: automedicação e venda irregular no Brasil

Parte importante do problema não está na ciência, está no balcão. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), divulgado no fim de 2024, mostrou que um terço dos brasileiros consome antibióticos sem prescrição médica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige receita para a venda desses medicamentos, mas pequenas farmácias de bairro ainda driblam a regra respondendo, segundo o mesmo levantamento, por 27% das aquisições irregulares identificadas.

Cada comprimido de antibiótico tomado sem necessidade, ou interrompido antes da hora, não é um erro isolado é um empurrão a mais para que a próxima geração de bactérias resistentes sobreviva. E são justamente os tratamentos mais antigos, mais usados por quem tem menos acesso a diagnóstico, os primeiros a pagar essa conta.

Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN)

O que o Brasil está fazendo: o novo PAN-BR 2026-2030

Em 2026, o Ministério da Saúde lançou a versão do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito de Uma Só Saúde (PAN-BR 2026-2030) o segundo ciclo do plano, que sucede o período 2018-2022. O documento integra ações de saúde humana, animal, vegetal e ambiental, seguindo a diretriz do Plano de Ação Global da OMS (2015) e o Plano de Ação Conjunta em Uma Só Saúde das organizações quadripartites (2022).

  • BR-GLASS: sistema brasileiro de vigilância, criado após a entrada do país no programa GLASS da OMS em 2017, já reúne 3.486 hospitais reportando dados de infecções em UTI à Anvisa;
  • Meta internacional assumida pelo Brasil: na 79ª Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2024, o país se comprometeu a reduzir em pelo menos 10% as mortes associadas à RAM até 2030, e a garantir que ao menos 70% do uso de antibióticos em humanos seja da categoria “Acesso” da classificação AWaRe da OMS antibióticos de menor risco de gerar resistência;
  • Estimativa nacional de impacto: o Brasil registra cerca de 33.200 mortes diretas e 137.900 mortes associadas à resistência antimicrobiana por ano, segundo o estudo global de carga de doença GRAM (Naghavi et al., The Lancet, 2024), citado na revisão brasileira publicada em Frontiers in Public Health (Carneiro & Pillonetto, 2026);
  • Regulação em paralelo: a Anvisa mantém desde 2023 seu próprio Plano Nacional para a Prevenção e o Controle da Resistência Microbiana nos Serviços de Saúde (PAN-Serviços de Saúde 2023-2027), voltado especificamente para hospitais e clínicas.

A Global Antibiotics Research & Development Partnership (GARDP) e a DNDi (Medicamentos para Doenças Negligenciadas), duas organizações internacionais dedicadas a desenvolver tratamentos para populações historicamente fora do radar da indústria farmacêutica, saudaram publicamente a liderança do Brasil na elaboração do PAN-BR 2026-2030. No retorno enviado durante a consulta pública do plano, as entidades reforçaram um ponto que dialoga diretamente com a pauta histórica do Fórum e do MNDN: governança sólida e participação da sociedade civil são condições essenciais para que o plano não fique apenas no papel.

Fonte: DNDi América Latina, declaração sobre o PAN-BR 2026-2030.

Reunião técnica reunindo profissionais de saúde humana, veterinária e ambiental discutindo estratégia de Uma Só Saúde
abordagem “Uma Só Saúde” (One Health) entre saúde humana, animal e ambiental.

Onde a conta ainda não fecha

Apesar dos planos, especialistas apontam lacunas estruturais que se repetem no mesmo padrão já identificado em outras doenças negligenciadas: fragmentação institucional entre os setores humano, animal e ambiental; capacidade laboratorial desigual entre regiões, concentrando testes moleculares avançados nos grandes centros urbanos; e dependência de financiamento de curto prazo para manter a vigilância epidemiológica funcionando de forma contínua. A cobertura do BR-GLASS, por exemplo, ainda está concentrada em hospitais de médio e grande porte, deixando pontos cegos justamente nas regiões onde doenças negligenciadas como hanseníase e tuberculose têm maior incidência.

Perguntas que o MNDN dirige ao poder público

  • Existe cronograma público para ampliar o acesso a testes moleculares de resistência antimicrobiana como o qPCR já incorporado ao SUS para hanseníase a todas as unidades da federação, e não apenas aos grandes centros urbanos?
  • Como o PAN-BR 2026-2030 pretende garantir financiamento contínuo e não sujeito a cortes em transições de governo, considerando que o primeiro ciclo do plano (2018-2022) enfrentou justamente esse tipo de descontinuidade?
  • Há previsão de expandir a cobertura do sistema BR-GLASS para hospitais de pequeno porte e regiões de maior incidência de doenças negligenciadas, hoje concentrado em unidades de médio e grande porte?
  • Que medidas concretas estão sendo tomadas para fiscalizar a venda irregular de antibióticos sem receita em pequenas farmácias, responsáveis por 27% das aquisições irregulares identificadas pela Sociedade Brasileira de Infectologia?
  • Existe planejamento específico para monitorar resistência antimicrobiana em doenças negligenciadas fora da hanseníase e da tuberculose, como leishmaniose e doença de Chagas, hoje sem sistema equivalente de vigilância molecular?

A posição do Movimento

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas acima são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990. Arte: MNDN

O MNDN reconhece que o Brasil já construiu, ao longo da última década, uma arquitetura de vigilância e planejamento contra a resistência antimicrobiana que muitos países da região ainda não têm do BR-GLASS ao PAN-BR 2026-2030, passando pela incorporação de testes moleculares ao SUS. Isso é conquista real. Mas essa arquitetura ainda não impediu que o mesmo esquema terapêutico da hanseníase, usado há mais de 40 anos, comece a mostrar sinais de falha, nem garantiu que a vigilância de resistência chegue além dos grandes centros urbanos. Nossa posição:

  • Cobertura nacional de testes moleculares de resistência, hoje concentrada em poucos estados, para todas as doenças negligenciadas que dependem de esquemas terapêuticos antigos;
  • Financiamento protegido e contínuo para o PAN-BR 2026-2030, blindado de cortes em transições de governo, corrigindo a principal falha identificada no primeiro ciclo do plano (2018-2022);
  • Expansão do BR-GLASS a hospitais de pequeno porte e regiões periféricas, hoje fora do alcance do sistema de vigilância concentrado em unidades de médio e grande porte;
  • Fiscalização efetiva da venda irregular de antibióticos sem receita, com foco nas pequenas farmácias apontadas como principal ponto de venda fora da regra;
  • Sistema de vigilância de resistência específico para doenças negligenciadas ainda mais esquecidas como leishmaniose e doença de Chagas , hoje sem monitoramento molecular equivalente ao que já existe para hanseníase e tuberculose;
  • Inclusão formal de representantes de doenças negligenciadas nas instâncias de governança do PAN-BR, garantindo que a abordagem Uma Só Saúde não se limite ao debate técnico entre especialistas.

Um plano nacional bem desenhado no papel não vacina ninguém contra a bactéria que já circula no posto de saúde do interior. A resistência antimicrobiana não espera o próximo ciclo orçamentário e as doenças negligenciadas, que já esperaram décadas por atenção, não podem ser as primeiras a pagar essa conta de novo.

João Victor Pacheco Fós Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN

Perguntas frequentes sobre resistência antimicrobiana e doenças negligenciadas

É o processo pelo qual bactérias, fungos, vírus e parasitas deixam de responder a medicamentos que antes conseguiam controlá-los. Isso acontece por seleção evolutiva: quanto mais um antimicrobiano é usado de forma incorreta, mais rápido os micro-organismos resistentes se multiplicam e predominam.

Segundo a OMS, a resistência antimicrobiana bacteriana foi diretamente responsável por 1,27 milhão de mortes em 2019 e esteve associada a 4,95 milhões de óbitos no mesmo ano. A projeção, caso nada mude, é de até 10 milhões de mortes por ano até 2050.

Doenças negligenciadas como hanseníase e tuberculose dependem de um número limitado de medicamentos antigos, sem substitutos prontos. Quando a resistência avança sobre esse arsenal restrito, o impacto é maior do que em doenças com múltiplas alternativas terapêuticas disponíveis.

O Ministério da Saúde lançou em 2026 o PAN-BR 2026-2030, segundo ciclo do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos, seguindo a abordagem Uma Só Saúde. O Brasil também integra o sistema BR-GLASS de vigilância hospitalar e assumiu, na ONU, a meta de reduzir em 10% as mortes associadas à RAM até 2030.

Fontes e referências

  • World Health Organization. Antimicrobial resistance (estimativas de mortalidade 2019, atualização nov/2023). who.int.
  • OMS. Global Antimicrobial Resistance and Use Surveillance System (GLASS) Report 2025. who.int.
  • Resistência a antibióticos pode causar 10 milhões de mortes anuais até 2050. Medicina S/A, nov/2025. medicinasa.com.br.
  • Da Resistência Antimicrobiana ao Uso Racional Multiprofissional. Instituto CCIH+. ccih.med.br.
  • A Pandemia Silenciosa em Alerta Máximo: Relatório GLASS 2025. Instituto CCIH+. ccih.med.br.
  • Resistência antimicrobiana: a pandemia silenciosa que ameaça a saúde global. Mobius Life Science. mobiuslife.com.br.
  • Resistência a antibióticos no Brasil: o que o novo plano nacional muda e o que ainda falta. sossego.health, jun/2026. sossego.health.
  • NAGHAVI, M.; VOLLSET, S. E.; IKUTA, K. S. et al. Global burden of bacterial antimicrobial resistance 1990-2021: a systematic analysis with forecasts to 2050. The Lancet, v. 404, p. 1199-1226, 2024. DOI: 10.1016/S0140-6736(24)01867-1 fonte primária do dado de 33.200 mortes diretas e 137.900 mortes associadas à RAM por ano no Brasil. doi.org/10.1016/S0140-6736(24)01867-1.
  • CARNEIRO, M.; PILLONETTO, M. Fighting antimicrobial resistance in Brazil: strengthening diagnostic stewardship, antimicrobial stewardship, and policies for a healthier future. Frontiers in Public Health, v. 13, art. 1726000, jan. 2026. DOI: 10.3389/fpubh.2025.1726000. frontiersin.org.
  • Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito de Uma Só Saúde (PAN-BR 2026-2030). Ministério da Saúde / Grupo IBES. ibes.med.br.
  • Declaração sobre o projeto de Plano Nacional de Ação contra a Resistência aos Antimicrobianos do Brasil. DNDi América Latina. dndial.org.
  • Anvisa publica plano nacional para prevenção e controle da resistência microbiana. Anvisa, 2023. gov.br/anvisa.
  • Brasil registra 22 mil casos ao ano de hanseníase. Conheça a doença. Metrópoles, jan/2026. metropoles.com.
  • Boletim Epidemiológico Volume 26, nº 13 Vigilância da resistência do Mycobacterium leprae à poliquimioterapia em pacientes do Estado de Goiás, 2019-2025. Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. goias.gov.br/saude.
  • O avanço da resistência antimicrobiana na tuberculose e os desafios para a saúde pública no Brasil. Brazilian Journal of Health Review, mai/2026. ojs.brazilianjournals.com.br.
  • Panorama da tuberculose resistente no Brasil: revisão integrativa 2019-2025. Revista JRG de Estudos Acadêmicos. revistajrg.com.
  • Tuberculose multirresistente: veja detalhes da atualização no tratamento (esquema BPaL). Portal Afya. portal.afya.com.br.
  • Ministério da Saúde divulga boletim epidemiológico de doenças negligenciadas no Brasil. Agência Gov. agenciagov.ebc.com.br.

Nota de transparência: todos os dados citados têm fonte verificada indicada acima. A estimativa nacional de mortalidade associada à RAM no Brasil (33.200 mortes diretas / 137.900 associadas por ano) tem como fonte primária o estudo de carga global de doença GRAM, de Naghavi et al. (The Lancet, 2024), e é citada na revisão de Carneiro & Pillonetto (Frontiers in Public Health, 2026) ambas as referências constam na lista acima com DOI para consulta direta.

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