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Leishmaniose: por que matar o cão não resolve, e a política brasileira insiste nisso há décadas

🐕 Uma Só Saúde

Entre 2007 e 2024, o Brasil registrou 50.372 casos de leishmaniose visceral e 3.944 mortes. A letalidade não caiu: nos últimos anos, ultrapassou 9% em vários períodos. E o país mantém, há décadas, uma política de eutanásia de cães que boa parte da própria comunidade científica considera ineficaz.

A leishmaniose é a doença desta série que melhor explica por que o MNDN defende a abordagem Uma Só Saúde. Ela não cabe numa única categoria. É transmitida por um inseto, como a dengue. Depende de um animal doméstico, como a raiva. E se espalha seguindo o rastro do desmatamento e da urbanização desordenada, como poucas outras doenças no Brasil. Tratar isso só como problema médico é tratar apenas um terço do problema real.

Descreva a cena: quintal com entulho e matéria orgânica, ambiente favorável ao mosquito-palha
O mosquito-palha se reproduz em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica: entulho, fezes de animais e até a base de árvores isoladas.

O que são as leishmanioses

Leishmanioses são doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania, transmitidas pela picada de um inseto chamado mosquito-palha, ou flebotomíneo. No Brasil, existem duas formas principais, com gravidade muito diferente.

A leishmaniose tegumentar afeta pele e mucosas, causando feridas que podem deixar cicatrizes e, em casos mais graves, destruir tecido do nariz e da boca. Em 2023, o Brasil registrou aproximadamente 13 mil casos, concentrados principalmente no Pará e no Amazonas.

A leishmaniose visceral, também chamada de calazar, é a forma grave. Ela ataca órgãos internos como fígado e baço, causa febre prolongada, emagrecimento e anemia. Sem tratamento, a letalidade pode chegar a 90%. O Brasil integra o grupo de apenas seis países que concentram 90% dos casos mundiais dessa forma da doença.

  • Entre 2007 e 2024, o Brasil registrou 50.372 casos de leishmaniose visceral e 3.944 óbitos, com letalidade média de 7,03%;
  • Embora o número de casos venha caindo desde 2017, a letalidade nos últimos anos ultrapassou 9% a 10% em vários períodos analisados;
  • Em 2023, o Brasil registrou cerca de 13 mil casos de leishmaniose tegumentar;
  • As regiões Nordeste e Norte concentram o maior número de casos de leishmaniose visceral.

Note o que esses dois números juntos significam: o número absoluto de casos caiu, mas a proporção de pessoas que morrem entre quem adoece subiu. Isso não é uma doença sob controle. É uma doença que mata proporcionalmente mais gente do que matava há alguns anos, mesmo aparecendo com menos frequência.

Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN)

O ciclo de transmissão: por que o cão importa

Descreva a cena: quintal com entulho e matéria orgânica, ambiente favorável ao mosquito-palha
O inseto é mais ativo ao entardecer e anoitecer, período em que a atenção com animais domésticos e proteção pessoal deveria ser maior

O ciclo funciona assim: o mosquito-palha pica um animal infectado, geralmente um cão em ambiente urbano, e adquire o parasita. Ao picar outro animal ou uma pessoa em seguida, transmite a Leishmania adiante. É por isso que o cão é chamado, tecnicamente, de reservatório urbano da doença, e não de barreira de proteção.

Essa distinção importa porque contraria uma intuição comum. Existe, em ecologia de doenças, um fenômeno real chamado zooprofilaxia, em que a presença de mais animais desvia a picada do inseto para longe do humano, reduzindo o risco. Mas isso só funciona quando o animal não se torna fonte de infecção. Com a leishmaniose e o cão, o efeito é o inverso: quanto maior a proporção de cães infectados numa região, maior tende a ser a transmissão para humanos, porque cada cão soropositivo vira um ponto a mais de contaminação para os mosquitos que circulam pela casa e pelo quintal.

Onde o mosquito nasce: o elo direto com a árvore derrubada

Descreva a cena: quintal com entulho e matéria orgânica, ambiente favorável ao mosquito-palha
Ambiente perfeito para a proliferação do Mosquito-palha

Para entender por que a leishmaniose é, também, uma questão ambiental, é preciso conhecer o inseto por trás dela.

Segundo Fernando Genta, chefe do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, o mosquito-palha precisa de condições específicas para se reproduzir: locais úmidos, com sombra e matéria orgânica, principalmente de origem vegetal, como folhas e frutos, além de fezes de animais. E a lista de criadouros que o próprio instituto identifica é reveladora: pedras, fendas de rochas, buracos no solo, currais, chiqueiros, tocas de animais e a base ou o tronco de árvores.

Note o que essa lista descreve. Não é um ambiente exótico ou distante. É o quintal de terra batida, o galinheiro sem manutenção, a pilha de entulho no fundo do lote, a base de uma árvore isolada que sobrou depois que o resto da vegetação ao redor foi derrubado. O ciclo completo do inseto, do ovo ao adulto, leva cerca de 30 dias, e cada fêmea põe entre 40 e 100 ovos ao longo da vida. É um ciclo curto e prolífico, que se sustenta exatamente nos vazios ambientais que a ocupação urbana desordenada deixa para trás.

  • Os ovos são postos em substrato úmido, sombreado e rico em matéria orgânica — folhas secas, frutos em decomposição, fezes de animais e lixo doméstico;
  • O desenvolvimento completo, de ovo a adulto, ocorre em cerca de 30 dias;
  • Cada fêmea deposita entre 40 e 100 ovos ao longo de sua vida adulta, que dura de 20 a 30 dias;
  • O inseto é mais ativo ao entardecer e anoitecer, período em que a atenção com animais domésticos e proteção pessoal deveria ser maior;
  • Apenas as fêmeas picam — os machos se alimentam somente de açúcar de plantas, e o sangue serve exclusivamente para a maturação dos ovos delas.

Essa biologia explica, em nível prático, por que o desmatamento não afasta o mosquito-palha: ele afasta os hospedeiros silvestres que naturalmente disputariam essa fonte de alimento com humanos e cães, mas não elimina o próprio criadouro. Ao contrário: tronco de árvore isolada, entulho de obra, restos de construção e quintal com pouca manutenção são exatamente o tipo de ambiente fragmentado que a expansão urbana sobre área verde deixa espalhado pela cidade. A árvore que cai não leva o mosquito embora. Muitas vezes, cria mais um criadouro.

O erro mais comum é imaginar que degradação ambiental afasta doença. Com a leishmaniose, acontece o oposto: degradação fragmentada, com pedaços de mata, entulho e quintal descuidado espalhados pela cidade, multiplica os pontos onde o mosquito pode nascer.

Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN)

De doença rural a doença de periferia urbana

Por décadas, a leishmaniose visceral foi descrita como endemia essencialmente rural. Isso mudou. Estudos recentes identificam processo claro de urbanização da transmissão em cidades como São Luís, Fortaleza, Teresina, Petrolina, Juazeiro, Montes Claros, Campo Grande e municípios do interior paulista, rompendo o padrão histórico da doença.

Em São Paulo, pesquisadores identificaram que a dispersão da doença acompanhou grandes rodovias, como a Marechal Rondon, formando o que os estudos chamam de corredores de expansão. No Pará e no Tocantins, a ocorrência da doença foi associada a desmatamento, fragmentação florestal e uso intensivo do solo, especialmente em regiões de mineração, pecuária e crescimento de novos núcleos urbanos.

O mecanismo por trás dessa mudança é bem documentado. Segundo pesquisa da UFABC, à medida que o Brasil expande áreas urbanas sobre florestas tropicais, os hospedeiros silvestres naturais da Leishmania deixam de frequentar essas áreas, seja por extinção local, seja por afastamento. Isso empurra o mosquito-palha infectado a se alimentar do sangue de humanos e cães que passaram a ocupar aquele espaço. Já existem estudos indicando que o inseto está se adaptando ao ambiente urbano, à semelhança do que ocorreu com o Aedes aegypti, transmissor da dengue.

  • 85% da população brasileira vive em área urbana, segundo o IBGE, condição que, somada ao desmatamento nas bordas das cidades, cria o ambiente ideal para a urbanização da leishmaniose.
Descreva a cena: área de expansão urbana próxima a vegetação nativa ou desmatamento
A leishmaniose visceral, historicamente rural, avança sobre médias e grandes cidades acompanhando o desmatamento e a expansão urbana desordenada. Foto: Reprodução/Ibama

Quem adoece mais: pobreza, desnutrição e idade

A leishmaniose visceral não atinge a população de forma igual. Estudos apontam que a gravidade da doença aumenta quando associada a desnutrição e infecções concomitantes, um padrão que se repete em praticamente todas as doenças negligenciadas desta série.

Os grupos mais vulneráveis são consistentes entre diferentes levantamentos: homens adultos e crianças menores de dez anos. No Ceará, análise da série histórica encontrou que 83,8% dos casos ocorreram em pessoas autodeclaradas pardas, e a maioria em zona urbana. Um estudo sobre crianças e adolescentes no Nordeste, entre 2015 e 2024, reforça que a leishmaniose visceral segue sendo grave problema de saúde pública, especialmente entre crianças.

Médicos Sem Fronteiras descreve o padrão global da doença de forma direta: ela afeta algumas das pessoas mais pobres do mundo, e está associada à desnutrição, ao deslocamento populacional, à moradia precária, ao saneamento insuficiente e à falta de recursos financeiros. É a mesma equação social que aparece na tuberculose, nas geo-helmintíases e na esquistossomose: mudam o vetor e o órgão afetado, não a raiz.

Diagnóstico e tratamento: um avanço real

O diagnóstico combina exame clínico com testes sorológicos e parasitológicos. O tratamento da leishmaniose visceral é feito no SUS, e casos de maior risco exigem internação hospitalar, enquanto casos leves ou intermediários podem ser acompanhados ambulatorialmente, com reavaliação em três, seis e doze meses.

Houve avanço concreto recente: o Ministério da Saúde iniciou a distribuição da miltefosina, primeiro e, até o momento, único medicamento de uso oral disponível para tratar pessoas com leishmaniose tegumentar no país. Antes dela, o tratamento dependia de medicamentos injetáveis, mais difíceis de administrar fora de grandes centros. No Ceará, dos pacientes diagnosticados com a forma visceral, 73,2% evoluíram para cura clínica, resultado positivo, mas que ainda deixa mais de um quarto sem essa evolução favorável.

A eutanásia canina: uma política sob questionamento científico

Aqui está o ponto mais controverso do enfrentamento à leishmaniose no Brasil, e o MNDN acredita que ele precisa ser debatido abertamente.

A Organização Mundial da Saúde recomenda três frentes de controle: eliminação do inseto vetor, tratamento dos casos humanos e eliminação dos reservatórios caninos sintomáticos e soropositivos. O Brasil adotou essa terceira recomendação de forma ampla, e a eutanásia profilática de cães testados como soropositivos é política sanitária oficial há décadas, respaldada por normativa federal.

Só que essa política enfrenta contestação crescente, e não apenas de defensores de animais. Um artigo do Icict/Fiocruz, assinado por pesquisadores da própria Fiocruz, da Uerj e da UniRio, questiona diretamente o instrumento, com base em evidências científicas atuais e no reconhecimento jurídico dos animais como seres sencientes, capazes de sentir dor e angústia, e não apenas reagir a estímulos.

Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 2021, especialistas foram unânimes ao criticar o abate de animais contaminados, afirmando que diversos estudos científicos já demonstraram que ele não resulta em controle eficiente da doença. O argumento central é biológico: eliminar o cão não elimina o protozoário, que pode se adaptar a outras espécies hospedeiras, incluindo reservatórios silvestres como raposas e marsupiais, que mantêm o ciclo de transmissão mesmo sem cães por perto.

“Se eliminarmos o cão, a leishmaniose não vai acabar; o protozoário vai se adaptar a outra espécie.”

Essa afirmação foi feita pelo médico veterinário e professor Vitor Márcio Ribeiro em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, 2021

Há ainda uma contradição prática apontada por pesquisadores: desde 2016, uma nota técnica do governo federal autoriza o uso de medicamento para tratamento de cães infectados. Mas a prática de eutanásia pelos municípios continua generalizada, o que significa que muitos animais são sacrificados sem sequer terem a chance de receber o tratamento hoje disponível.

Uma pesquisa acadêmica da UFRGS, sobre o impacto do surto de leishmaniose visceral em Porto Alegre, descreve a situação como uma disputa entre dois regimes: um ligado ao poder público, que sustenta a eutanásia como resposta sanitária; outro emergente, ligado a novos medicamentos e à defesa do direito ao tratamento, questionando se a política atual ainda faz sentido diante das alternativas disponíveis.

  • É justo reconhecer o outro lado: gestores públicos frequentemente apontam que o custo do tratamento veterinário em larga escala é alto, que cães tratados podem continuar transmitindo o parasita mesmo sem sintomas aparentes, e que a decisão de manter a eutanásia muitas vezes reflete limitação orçamentária, não indiferença. O debate é real, e o MNDN não o simplifica.
Descreva a cena: atendimento veterinário comunitário ou cão de comunidade sendo cuidado
Coleiras impregnadas com inseticida e tratamento de cães infectados são alternativas cada vez mais discutidas frente à eutanásia profilática. Foto: Thiago Gaspar- VetMóveis

O que o Ministério da Saúde já mudou

É importante registrar avanços concretos. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de coleiras impregnadas com inseticida aos municípios prioritários, ferramenta que reduz a picada do mosquito no cão sem depender de sacrifício do animal. Essa mudança de estratégia, de eliminação para prevenção da picada, indica que a própria política pública está em transição, ainda que de forma lenta e desigual entre municípios.

Em setembro de 2024, o Ministério lançou painéis públicos de monitoramento das leishmanioses, reunindo dados de casos, óbitos e letalidade por estado, ferramenta de transparência que, se usada por gestores locais e pela sociedade civil, pode ajudar a cobrar resultados territorializados.

A causa animal como parte da política de saúde

Para o MNDN, a leishmaniose é o exemplo mais claro de por que a causa animal não é um tema paralelo à saúde pública: é parte dela. Uma política que trata o cão apenas como risco a eliminar, sem investir da mesma forma em posse responsável, castração, vacinação e tratamento, transfere para o animal, e para as famílias que o adotaram, o custo de décadas de urbanização sem planejamento e de desmatamento sem controle.

O abandono de animais, tema que o MNDN já discutiu junto ao Fórum de Uma Só Saúde de Mato Grosso, conecta-se diretamente a este ponto: cães abandonados, sem acompanhamento veterinário, sem vacinação e circulando por áreas de risco ambiental, são exatamente o elo mais frágil desse ciclo, e o mais fácil de fortalecer com investimento público, em vez de eliminação.

Perguntas que o MNDN dirige aos gestores

Logo do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas
As perguntas a seguir são formuladas pelo MNDN no exercício do controle social previsto na Lei nº 8.142/1990, que garante à sociedade civil participar da formulação e da fiscalização das políticas de saúde.

São perguntas de interesse público, dirigidas ao Ministério da Saúde, às secretarias estaduais e municipais de saúde e aos órgãos de controle de zoonoses:

  • Existe cronograma público para substituir a eutanásia profilática por tratamento e coleiras impregnadas em todos os municípios prioritários, e não apenas nalguns?
  • Por que, mesmo com nota técnica autorizando tratamento de cães desde 2016, a eutanásia continua sendo prática generalizada em boa parte dos municípios?
  • Como as políticas de posse responsável, castração e vacinação animal estão articuladas orçamentariamente com o controle de zoonoses, e não apenas com bem-estar animal isoladamente?
  • Que investimento existe em vigilância ambiental integrada, cruzando dados de desmatamento e expansão urbana com o mapeamento de novos focos da doença?
  • Por que a letalidade da leishmaniose visceral subiu nos últimos anos mesmo com queda no número absoluto de casos, e o que está sendo feito especificamente sobre isso?
  • Os painéis públicos de monitoramento lançados em 2024 já orientaram alguma mudança concreta de alocação de recursos por estado?

A posição do Movimento

O MNDN reconhece avanços reais: a distribuição de coleiras impregnadas, a chegada da miltefosina como primeiro tratamento oral para a forma tegumentar, e os novos painéis públicos de monitoramento representam progresso concreto e mensurável.

Mas persistir numa política de eutanásia questionada pela própria comunidade científica, sem investimento equivalente nas alternativas de tratamento e prevenção já disponíveis, não é neutralidade: é uma escolha, e ela tem custo social e ético. Nossa posição:

  • Substituir a eutanásia por tratamento e prevenção como regra, não como exceção dependente da disposição de cada gestor municipal;
  • Investir em vigilância ambiental integrada, cruzando dados de desmatamento, expansão urbana e ocorrência da doença, em vez de tratar cada frente isoladamente;
  • Fortalecer programas de posse responsável, castração e vacinação animal como política de saúde pública, não como pauta secundária de bem-estar animal;
  • Priorizar territórios de urbanização recente e desmatamento ativo nos programas de controle vetorial, antecipando a expansão da doença em vez de reagir a ela;
  • Enfrentar os determinantes sociais, desnutrição, moradia precária, saneamento, que agravam a letalidade entre quem adoece;
  • Garantir participação social nas decisões sobre controle de zoonoses, incluindo protetores de animais, veterinários e comunidades afetadas, e não apenas órgãos técnicos.

Não é possível cuidar da saúde humana sem cuidar da saúde animal e do meio ambiente, porque uma depende da outra. Se a gente não cuidar do meio ambiente, do acúmulo de lixo, da degradação das árvores e também do abandono dos animais, não vamos conseguir conter doenças como a leishmaniose.

João Victor Pacheco Fos Kersul de Carvalho, Presidente do MNDN

A leishmaniose não pergunta se o problema é de saúde, é ambiental ou é animal. Ela avança exatamente na fronteira entre os três, que é justamente onde as políticas públicas brasileiras mais se fragmentam em secretarias, ministérios e responsabilidades separadas. Enquanto a resposta continuar dividida, a doença vai continuar inteira.

Fontes e referências

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Situação epidemiológica da Leishmaniose Visceral. Coeficiente de incidência por Unidade Federada, 2000 a 2022. gov.br/saude.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde lança painéis para monitorar Leishmanioses no Brasil. Setembro de 2024.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Doenças Tropicais Negligenciadas: Morbimortalidade e resposta nacional no contexto dos ODS 2016-2020. Número especial, janeiro de 2024.
  • Revisão bibliográfica atual sobre a leishmaniose visceral no Brasil: uma análise de dados do Ministério da Saúde (2007-2024). International Contemporary Management Review, 2025.
  • SBMT — Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Duas décadas de leishmaniose visceral no Brasil: estudo aponta persistência de focos endêmicos e desigualdades sociais, outubro de 2025.
  • SALDANHA, C.; SILVA, E. G.; VILANI, R. O uso de um instrumento de política de saúde pública controverso: a eutanásia de cães contaminados por leishmaniose no Brasil. Icict/Fiocruz.
  • Tanatopolítica e biossegurança: dois regimes de governo da vida para a leishmaniose visceral canina no Brasil. SciELO / Horizontes Antropológicos, UFRGS.
  • Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Eutanásia de cães não traz controle efetivo da leishmaniose. Audiência pública, setembro de 2021.
  • Câmara dos Deputados. Eutanásia em cães com leishmaniose não diminui a doença entre humanos, dizem especialistas.
  • Médicos Sem Fronteiras. Leishmaniose Visceral (calazar): determinantes sociais e ambientais.
  • UFABC Divulga Ciência. Leishmaniose e o meio ambiente: conservação é prevenção, 2019.
  • Secretaria da Saúde do Ceará. Boletim Epidemiológico: Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, 2023.
  • INSTITUTO OSWALDO CRUZ / FIOCRUZ. Raio-X do flebotomíneo. Entrevista com Fernando Genta, chefe do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos.
  • PORTAL FIOCRUZ. Leishmanioses: conheça os insetos transmissores e saiba como se prevenir, agosto de 2019.
  • SESAB — Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Informações gerais: Leishmaniose visceral, biologia do vetor.
  • IBGE. Estimativa de população urbana do Brasil (85%).
  • Esta matéria tem caráter informativo e não substitui avaliação médica ou veterinária. Se você ou seu animal apresentam sintomas como febre prolongada, emagrecimento ou feridas de pele que não cicatrizam, procure uma Unidade Básica de Saúde ou um serviço de saúde animal. O diagnóstico e o tratamento humano são gratuitos pelo SUS.

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