O 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde reuniu representantes da sociedade civil, universidades, movimentos sociais, gestores públicos, profissionais da saúde, pesquisadores e lideranças comunitárias para discutir estratégias integradas de enfrentamento aos desafios da saúde pública em Mato Grosso.
Realizado no Auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o encontro foi promovido pelo Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN), em parceria com a Casa de Leis e com apoio do deputado estadual Paulo Araújo.
Com o tema Uma Só Saúde, o fórum partiu do entendimento de que a saúde humana, a saúde animal, a saúde ambiental e a justiça social estão diretamente interligadas. A programação reuniu debates sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), doenças negligenciadas, vigilância em saúde, controle de zoonoses, segurança alimentar, mudanças climáticas, vigilância ambiental e participação social.
Como resultado do encontro, foi elaborada a Carta do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde, documento que reuni propostas e recomendações destinadas aos gestores públicos e à sociedade civil para fortalecer políticas públicas voltadas à saúde integrada.
O que é Uma Só Saúde?
A abordagem Uma Só Saúde (One Health) reconhece que a saúde das pessoas, dos animais, dos ecossistemas e dos territórios está profundamente conectada.
Questões como desmatamento, mudanças climáticas, saneamento básico, produção de alimentos, abandono de animais, degradação ambiental e desigualdades sociais influenciam diretamente o surgimento e a disseminação de doenças.
A proposta busca integrar diferentes áreas do conhecimento e diferentes setores do poder público para prevenir doenças, proteger os ecossistemas e promover qualidade de vida para toda a população.
A saúde humana depende da saúde dos animais, do equilíbrio ambiental e das condições sociais dos territórios.
A importância de Uma Só Saúde para Mato Grosso
Mato Grosso possui características ambientais, econômicas e sociais que tornam a abordagem Uma Só Saúde especialmente importante.
O estado abriga três grandes biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado e Pantanal — além de apresentar intensa atividade agropecuária, expansão urbana e importantes desafios relacionados ao saneamento, às doenças negligenciadas e às zoonoses.
Doenças como leishmaniose, esporotricose, hanseníase, tuberculose, arboviroses e outras enfermidades relacionadas aos determinantes sociais da saúde exigem respostas integradas entre vigilância em saúde, meio ambiente, educação, assistência social, agricultura e participação comunitária.
As mudanças climáticas, os incêndios florestais, as alterações ambientais e a urbanização acelerada também impactam diretamente a saúde da população mato-grossense.
Nesse contexto, Uma Só Saúde surge como uma ferramenta fundamental para construir políticas públicas mais eficientes, sustentáveis e participativas.
A importância do controle social
Um dos principais debates do fórum foi a necessidade de fortalecer o controle social como elemento fundamental da Saúde Única.
Conselhos de saúde, conferências, associações comunitárias, movimentos sociais, universidades, coletivos e organizações da sociedade civil possuem papel essencial na construção das políticas públicas.
A participação social permite identificar problemas dos territórios, ampliar o acesso à informação, fortalecer a vigilância popular em saúde e aproximar as políticas públicas das necessidades reais da população.
O Sistema Único de Saúde nasceu da participação popular, e a abordagem Uma Só Saúde também depende do diálogo permanente entre governo, comunidade, pesquisadores e trabalhadores.
Durante o evento, diversas organizações reforçaram que a sociedade civil precisa ocupar espaços de decisão para contribuir na construção de soluções para os desafios sanitários e ambientais do estado.
O papel do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas em Mato Grosso
O Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN) vem desempenhando um papel importante na mobilização social, no fortalecimento do controle social e na defesa de políticas públicas voltadas às populações em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso.
A atuação do movimento no estado tem contribuído para ampliar o debate sobre doenças negligenciadas, determinantes sociais da saúde e participação popular, aproximando usuários do Sistema Único de Saúde, pesquisadores, profissionais, gestores públicos e organizações da sociedade civil.
Entre as principais pautas desenvolvidas pelo MNDN em Mato Grosso estão o enfrentamento da hanseníase, da leishmaniose, das arboviroses e de outras doenças relacionadas às condições sociais, ambientais e territoriais da população.
O movimento também atua no monitoramento do acesso aos serviços de saúde, na promoção da educação popular em saúde, na defesa do SUS e na articulação entre diferentes setores para enfrentar os desafios sanitários do estado.
Ao longo dos últimos anos, o MNDN participou de conferências, conselhos, audiências públicas, fóruns e articulações nacionais voltadas à redução das desigualdades em saúde e ao enfrentamento das doenças determinadas socialmente.
A realização do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde representa mais um passo nessa trajetória de construção coletiva, consolidando um espaço de diálogo entre sociedade civil, universidades, movimentos sociais, profissionais e gestores públicos.
Um espaço democrático para a construção de políticas públicas
O deputado estadual Paulo Araújo destacou que a proposta do fórum é ampliar o olhar sobre a saúde pública, indo além da assistência hospitalar.
“Nós vamos discutir aqui a integralidade do sistema público de saúde em todas as vertentes e em todos os olhares. Não só na doença. Queremos trazer um olhar diferenciado para todas as áreas do sistema público de saúde, não apenas da saúde humana, mas também da saúde animal, das doenças negligenciadas, da vigilância epidemiológica, da vigilância em saúde, da vigilância sanitária e da atenção hospitalar.”
— Deputado Estadual Paulo Araújo
O presidente do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN), João Victor Pacheco Fos Kersul de Carvalho, ressaltou que o fórum representa um espaço democrático para fortalecer a cooperação entre diferentes setores.
“É um espaço democrático que busca fortalecer as políticas públicas, a cooperação e a colaboração entre os setores. Precisamos olhar para a saúde, para o meio ambiente e para todas as pessoas que vivem tanto na zona rural quanto na urbana. A intenção do fórum é conscientizar as pessoas e as autoridades para que haja um trabalho integrado e interinstitucional, melhorando a qualidade de vida da população mato-grossense.”
— João Victor Pacheco, Presidente do MNDN
João Victor explicou que o Movimento atua nacionalmente no enfrentamento de 14 doenças negligenciadas, entre elas hanseníase, leishmaniose, doença de Chagas, arboviroses e doenças parasitárias.
Ele destacou que o combate às doenças depende também da preservação ambiental e do controle das zoonoses.
“Se a gente não cuidar do meio ambiente, do acúmulo de lixo, da degradação das árvores e também do abandono dos animais, não vamos conseguir conter doenças como a leishmaniose. Não é possível cuidar da saúde humana sem cuidar da saúde animal e do meio ambiente, porque uma depende da outra.”
— João Victor Pacheco, Presidente do MNDN
A contribuição da Medicina Veterinária
O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT), Aruaque Lotufo, afirmou que a atuação preventiva da Medicina Veterinária tem ganhado cada vez mais relevância dentro da abordagem Uma Só Saúde.
“Hoje, abordar a saúde dos animais, combatendo e diminuindo o risco de transmissão para o ser humano, é a abordagem mais moderna, aceita e defendida mundialmente. O médico-veterinário ganha uma importância muito grande nessa prevenção e no enfrentamento de doenças que afetam a população.”
— Aruaque Lotufo, Presidente do CRMV-MT
Lotufo alertou que Mato Grosso apresenta elevada incidência de algumas enfermidades.
“Temos uma prevalência muito alta de leishmaniose e já enfrentamos surtos epidêmicos de esporotricose. Precisamos abordar a saúde de forma mais eficiente e planejada, utilizando estudos epidemiológicos. O médico-veterinário tem papel fundamental ao trabalhar estrategicamente para otimizar os recursos públicos e reduzir essas doenças tanto nos seres humanos quanto nos animais.”
— Aruaque Lotufo, Presidente do CRMV-MT
A participação da sociedade civil
Representando o Ministério da Saúde, o coordenador-geral de Vigilância de Zoonoses e Transmissão Vetorial, Francisco Adilson Ferreira de Lima, destacou que a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente é interdependente.
“As alterações no meio ambiente e na saúde dos animais impactam diretamente a saúde das pessoas. Precisamos nos antecipar e, para isso, é necessário um trabalho intersetorial e interdisciplinar, envolvendo diferentes profissões, diferentes setores e políticas públicas voltadas para prevenir esses riscos.”
— Francisco Adilson Ferreira de Lima, Coordenador geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Hídrica Alimentar – CGZHA
Ele ressaltou que a participação da sociedade é indispensável para o sucesso das políticas públicas.
“A sociedade civil são nossos olhos e nossos ouvidos. Ouvi-la e construir soluções conjuntamente é a chave para enfrentar esses desafios.”
— Francisco Adilson Ferreira de Lima, Coordenador geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Hídrica Alimentar – CGZHA
Saúde Única se constrói ouvindo quem está na ponta
Durante sua participação no 1º Fórum Social Uma Só Saúde de Mato Grosso, a Secretária Nacional do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN), Gisele da Silva Oliveira, destacou que as mudanças climáticas, as doenças negligenciadas e as desigualdades sociais não podem ser tratadas separadamente. Segundo ela, quando falamos de Saúde Única, falamos de pessoas, animais, meio ambiente e segurança alimentar caminhando juntos.
“As mudanças climáticas aprofundam desigualdades que já existem. Enfrentá-las exige fortalecer o SUS, garantir participação social permanente e integrar saúde humana, saúde animal, saúde ambiental e segurança alimentar. Ninguém pode ficar para trás.”
— Gisele da Silva Oliveira, Secretária Nacional do MNDN
Ela defendeu o fortalecimento do SUS e da Atenção Primária como base para essa transformação. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) são fundamentais, especialmente nos territórios com baixa cobertura de profissionais. São eles que conhecem as famílias, identificam riscos, orientam a população e chegam onde muitas vezes o Estado ainda não consegue chegar.
Gisele também discutiu a realidade das áreas rurais, onde o avanço do desmatamento altera os ecossistemas, favorece o aumento de doenças como a leishmaniose e amplia a vulnerabilidade das comunidades. Muitas famílias enfrentam dificuldades para acessar tanto os serviços de saúde humana quanto a saúde animal, demonstrando que os desafios estão interligados e exigem respostas integradas.
Um dos momentos mais importantes do Fórum foi a contribuição de Gisele sobre a causa animal. Ela lembrou que centenas de protetores independentes sustentam essa luta praticamente sozinhos, muitas vezes utilizando recursos do próprio bolso para garantir alimentação, cuidados e proteção aos animais abandonados.
“A partir desse diálogo, surgiu uma importante possibilidade: construir, junto à Secretaria de Agricultura Familiar do Estado, aos movimentos sociais e aos protetores, um programa voltado ao aproveitamento da produção agropecuária para fortalecer a produção de ração e ampliar a segurança alimentar dos animais em situação de abandono. Esse é um exemplo concreto de como a Saúde Única pode gerar políticas públicas a partir da escuta da sociedade.”
— Gisele da Silva Oliveira, Secretária Nacional do MNDN
Outro tema que merece atenção foi trazido pela própria Gisele ao abordar a realidade das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela destacou que essas pessoas muitas vezes enfrentam uma dupla invisibilidade: ficam de fora dos espaços de discussão e, quando procuram os serviços de saúde, encontram profissionais que ainda não receberam formação adequada para acolher suas necessidades específicas. Garantir uma atenção integral também significa investir em capacitação e em um cuidado verdadeiramente inclusivo.
Gisele ressaltou que foi exatamente por isso que o Fórum foi realizado: não para apresentar respostas prontas, mas para escutar quem vive os desafios diariamente, reunir diferentes setores e transformar experiências em propostas concretas. Universidade, movimentos sociais, gestores, trabalhadores da saúde, pesquisadores, protetores dos animais e comunidades mostraram que o diálogo é o primeiro passo para construir políticas públicas mais justas e eficazes.
“O 1º Fórum Social Uma Só Saúde de Mato Grosso não termina aqui. Ele marca o início de uma construção coletiva, baseada na escuta, na participação social e no compromisso de transformar as demandas dos territórios em políticas públicas que façam diferença na vida das pessoas.”
— Gisele da Silva Oliveira, Secretária Nacional do MNDN
Segurança alimentar e Saúde Única
Outro momento importante do Fórum foi a apresentação de Jean Venicius Moraes e Silva, representando a Secretaria de Agricultura Familiar, que destacou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) como uma política estratégica para fortalecer a agricultura familiar, promover a segurança alimentar e nutricional e contribuir diretamente para a saúde pública, garantindo alimentos de qualidade para a população.
O debate avançou ao demonstrar que a abordagem da Saúde Única exige ampliar o olhar sobre a segurança alimentar. A partir das contribuições dos participantes, especialmente dos movimentos da causa animal, surgiu a discussão sobre a necessidade de construir políticas públicas voltadas também à alimentação dos animais em situação de abandono e vulnerabilidade.
Foi proposta a construção de uma agenda conjunta entre a Secretaria de Agricultura Familiar, protetores independentes, movimentos sociais e demais instituições para discutir alternativas que aproveitem o potencial da produção agropecuária do estado no fortalecimento da segurança alimentar animal. A iniciativa representa um importante passo para integrar saúde humana, saúde animal, saúde ambiental e segurança alimentar, transformando o diálogo promovido pelo Fórum em ações concretas para a implementação da abordagem de Saúde Única em Mato Grosso.
SINDACS/MT e FESSP/MT destacam atuação dos ACS e ACE em Fórum que debate Saúde Única em Mato Grosso
O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Mato Grosso (Sindacs/MT), Domingos Antunes, e a diretora de Relações Intersindicais da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP/MT), Tatiana Refosco, participaram do 1º Fórum Social Uma Só Saúde de Mato Grosso e defenderam o fortalecimento e a valorização dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) como profissionais estratégicos para a promoção da saúde pública.
Durante o evento, Domingos Antunes ressaltou que os ACS e ACE são fundamentais para a concretização da abordagem “Uma Só Saúde”, por estarem diariamente nas comunidades, realizando ações de prevenção, educação em saúde, vigilância e acompanhamento das famílias.
“Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias estão na linha de frente da prevenção. São profissionais que conhecem a realidade dos territórios e desenvolvem um trabalho essencial para integrar saúde humana, saúde animal e meio ambiente.”
— Domingos Antunes, Presidente do Sindacs/MT
FESSP/MT reforça valorização dos profissionais da linha de frente
Representando a FESSP/MT, Tatiana Refosco enfatizou que fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) também significa reconhecer e valorizar os servidores que atuam diretamente junto à população.
Ela destacou que os ACS e ACE enfrentam diariamente inúmeros desafios para desenvolver ações preventivas, especialmente nos territórios mais vulneráveis, e lembrou da mobilização nacional pela aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 185/2024, que trata da aposentadoria especial da categoria.
“Eles estão de casa em casa ajudando a salvar vidas e prevenindo doenças. São profissionais do SUS que desenvolvem um trabalho integrado em benefício da população. Este Fórum Uma Só Saúde representa uma oportunidade de fortalecer essa integração entre diferentes áreas e, ao mesmo tempo, reforçar a necessidade de valorização desses trabalhadores que fazem a diferença todos os dias.”
— Tatiana Refosco, Diretora de Relações Intersindicais da FESSP/MT
A participação das entidades reforçou a importância dos ACS e ACE na construção de políticas públicas integradas, reconhecendo esses profissionais como protagonistas na vigilância em saúde, na prevenção de doenças e na aproximação entre o SUS e as comunidades.
“O conhecimento gera responsabilidade”
A coordenadora do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde, Dúbia Campos, destacou que o principal aprendizado do evento foi a compreensão de que o conhecimento gera responsabilidade e que cada pessoa é protagonista da sua própria história.
“O conceito de Saúde Única não é apenas uma teoria bonita que une a saúde humana, animal e ambiental. Ele é um chamado urgente para a ação. Não somos espectadores das mudanças climáticas, das doenças negligenciadas ou da degradação dos nossos biomas. Nós somos parte do ecossistema e, por isso, somos os responsáveis diretos pelo impacto que causamos nos territórios em que vivemos.”
— Dúbia Campos, Coordenadora do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde
Dúbia ressaltou que o protagonismo não pertence a uma única instituição, mas à comunidade organizada. Segundo ela, cada pessoa — seja profissional da saúde, agente comunitário, protetor de animais, pesquisador ou cidadão na ponta — tem um papel insubstituível na transformação do diálogo em políticas públicas reais.
“Cada um de nós — seja profissional da saúde, agente comunitário, protetor de animais, pesquisador ou cidadão na ponta — tem um papel insubstituível. O protagonismo não pertence a uma única instituição; ele pertence à comunidade organizada. Nós somos a linha de frente que transforma o diálogo em políticas públicas reais.”
— Dúbia Campos, Coordenadora do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde
Ela enfatizou que a Carta de Uma Só Saúde elaborada durante o evento não representa o fim, mas o começo de um processo de transformação. Para Dúbia, se a saúde humana depende do equilíbrio com os animais e com a natureza, a mudança real depende da atitude diária de cada pessoa.
“Saio deste fórum com a certeza de que a Carta de Uma Só Saúde que elaboramos não é o fim, mas o começo. Se a saúde humana depende do equilíbrio com os animais e com a natureza, a mudança real depende da nossa atitude diária. Assumamos o nosso papel de protagonistas. Sejamos os guardiões das nossas comunidades e do nosso meio ambiente. Afinal, cuidar da vida em todas as suas formas é uma responsabilidade coletiva da qual ninguém pode se esquivar.”
— Dúbia Campos, Coordenadora do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde
Carta do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde
Como encaminhamento do encontro, será construída a Carta do 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde, reunindo propostas e recomendações destinadas aos gestores públicos, instituições de ensino, conselhos, movimentos sociais e sociedade civil.
O documento pretende fortalecer políticas públicas integradas e contribuir para a construção de um Mato Grosso mais saudável, sustentável e socialmente justo.
Um marco para Mato Grosso
O 1º Fórum Mato-Grossense de Uma Só Saúde consolida um espaço inédito de diálogo entre sociedade civil, poder público, universidades e profissionais de diferentes áreas.
Ao reunir conhecimentos científicos, experiências comunitárias e participação popular, o evento demonstra que os desafios da saúde contemporânea exigem cooperação, integração e compromisso coletivo.
A experiência construída em Mato Grosso demonstra que a integração entre saúde humana, saúde animal, saúde ambiental e justiça social é fundamental para a construção de territórios mais saudáveis e de políticas públicas mais eficientes.
Não é possível cuidar da saúde humana sem cuidar da saúde animal, do meio ambiente e das pessoas que vivem nos territórios. Uma Só Saúde é, acima de tudo, um compromisso com a vida.
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