Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas participa de encontro da Conitec com Organizações da Sociedade Civil
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Áudio profissional – Para ouvir onde e quando quiserO encontro virtual foi organizado pela Secretaria-Executiva da Conitec com o objetivo de aproximar movimentos sociais, organizações da sociedade civil e representantes comunitários dos espaços de participação relacionados à incorporação de tecnologias, medicamentos, tratamentos e políticas públicas no SUS.
Representando a Região Centro-Oeste e o Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas, a liderança Gisele da Silva Oliveira participou do encontro levando a perspectiva das populações afetadas por doenças negligenciadas e determinadas socialmente.
O que é a Conitec?
A Conitec é o órgão do Ministério da Saúde responsável por avaliar medicamentos, exames, tratamentos, vacinas e tecnologias que podem ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde.
Além das análises técnicas e científicas, a comissão também fortalece mecanismos de participação social, permitindo que organizações, pacientes, pesquisadores e movimentos populares contribuam com decisões que impactam diretamente a vida da população brasileira.
As decisões da Conitec influenciam protocolos clínicos, acesso a medicamentos e políticas públicas de saúde em todo o país.
A importância da participação social nesse espaço
Para o Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas, ocupar espaços como a Conitec representa um avanço importante no fortalecimento do controle social e da democracia participativa em saúde.
A presença de lideranças comunitárias nesses espaços amplia a possibilidade de levar para dentro das discussões nacionais as realidades vividas pelas populações historicamente invisibilizadas pelas políticas públicas.
O movimento defende que pessoas afetadas, comunidades e territórios também devem participar da construção das decisões relacionadas ao SUS, à ciência e às tecnologias em saúde.
Vozes da participação social
Em entrevista à comunicação do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas, Gisele da Silva Oliveira destacou a importância da sociedade civil ocupar espaços institucionais de decisão.
“Participar desse espaço é fortalecer a voz das comunidades que historicamente ficaram à margem das decisões sobre saúde pública. Quando a sociedade civil ocupa esses espaços, ela ajuda a construir políticas mais humanas, inclusivas e conectadas com a realidade da população”, afirmou.
Segundo Gisele, a participação do movimento na Conitec também representa a defesa do SUS, da participação popular e da construção coletiva de soluções para enfrentar as doenças negligenciadas e os determinantes sociais que impactam milhares de famílias brasileiras.
Controle social e fortalecimento do SUS
O Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas reforça a importância de ampliar a participação da população nos conselhos de saúde, conferências, audiências públicas, consultas públicas e demais espaços de controle social existentes no Brasil.
Fortalecer o controle social significa fortalecer a democracia, a transparência e o direito da população de participar das decisões sobre saúde pública.
A participação do movimento neste encontro representa não apenas uma conquista institucional, mas também o reconhecimento da importância das vozes comunitárias na construção das políticas públicas de saúde no país.
Movimento, território e compromisso social
O Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas segue fortalecendo sua atuação nos territórios por meio da mobilização social, da educação popular em saúde e da defesa dos direitos das populações afetadas pelas doenças negligenciadas e determinadas socialmente.
Mais do que discutir doenças, o movimento atua na construção de pontes entre comunidade, ciência, universidades, movimentos sociais e poder público, compreendendo que saúde também envolve dignidade, moradia, saneamento, alimentação, informação e acesso aos direitos básicos.
A participação em espaços institucionais como a CONITEC reforça o compromisso do movimento com o fortalecimento do SUS, da participação popular e da construção coletiva de políticas públicas mais humanas, inclusivas e acessíveis.
O movimento acredita que transformar realidades exige escuta, união e participação social organizada. Por isso, segue incentivando que mais lideranças comunitárias, pessoas afetadas, jovens, estudantes e organizações ocupem os espaços de decisão e contribuam para a construção de um Brasil onde ninguém seja deixado para trás.